O guia amaldiçoado sobre Zé do Caixão

Péssima noite para vocês meus amiguinhos corajosos.
Guardem bem essas palavras: a todos aqueles que viram num velório, o rosto pálido de um cadáver,
todos aqueles que não acreditam em almas penadas, ao saírem deste cinema, 
e tiverem que passar por ruas escuras…
Sozinhos…
Não assistam a esse filme… Vão embora…
Tarde demais…
Vocês não acreditaram,
querem mostrar uma coragem que não existe,
pois então fiquem…
E sofram.

 

caveira

Origem:

Em  11 de outubro de 1963, o cineasta José Mojica Marins (Não confundir com o presidente homônimo), acordou de um sonho intranquilo. Nele uma figura, um vulto, lhe arrastava da cama até a sua tumba. Ao acordar, suado e assustado, estava criada em sua mente a imagem de Josefel Zanatas, o terrível Zé do Caixão.

O personagem fez sua estreia no filme de 1964 chamado À Meia-Noite Levarei Sua Alma  protagonizado e dirigido pelo próprio José Mojica. Ele também estrelaria em 1967 a sequência direta: Esta noite encarnarei no teu cadáver (nomes ótimos) e o que encerra a trilogia: Encarnação do Demônio (2008). Apenas esses filmes tem Zé do Caixão como personagem principal embora ele faça aparições em muitos outros como sonho ou alucinação.

dedos

O personagem:

Antes de assistir a maratona de filmes eu possuía uma ideia muito diferente de Zé do Caixão. Eu pensava que ele era algum tipo de vampiro ou ocultista, e que seus filmes eram centrados no sobrenatural. Poucos minutos assistindo ao primeiro filme derrubaram toda essa ideia e me surpreendi ao ver que Zé era nada mais do que um agente funerário de cidade pequena. Um agente funerário-ateu-fanático-sádico-cínico-sociopata-misógino-machista-megalomaníaco.

Zé é a projeção das fantasias de Mojica. Alguém temido, admirado, dotado de uma invencibilidade fantástica e completamente acima de todos ao redor. Zé é um macho-alfa visto pela lente do macabro. Ele encarna as fantasias masculinas mais primitivas, tanto no âmbito social, quanto intelectual e sexual.

É complicado definir de uma vez só Zé do Caixão, pois ele passa por transformações dramáticas de ideologia e motivação de um filme para o outro. No primeiro filme ele é um personagem muito despretensioso em relação aos seguintes; ele pesca com um amigo, ele come, ele se veste, ele trabalha. Tudo isso muda quando o segundo filme começa. Nele a base do personagem continua a mesma, porem muito mais cartunesco e arquetipificado em um vilão hollywoodiano que perde muito de seu charme original.

Características e trejeitos:

Zé do caixão é um homem entre 30 e 40 anos de barba negra e olhar penetrante. Ele sempre se veste de preto. Ele sempre toma “um caneco de vinho” quando entra em um bar. É também um ateu convicto que despreza completamente tudo que é religioso. Ele é bastante intelectualizado, mas não parece ser educado e nunca cita autores ou livros, como se sua filosofia tivesse brotado de suas próprias observações. Outra característica é  seu grande desprezo por todo mundo ao seu redor e sua grande disposição para escrotizar detalhadamente cada um que se posta em seu caminho.

A única característica que o redime é sua empatia pelas crianças. Ele as vê como seres puros, primordiais e poderosos assim como ele. E tem uma postura protetora em relação a elas.

Poderes e habilidades:

Embora seja apenas humano, Zé do caixão não é de longe um humano qualquer. Ele é poderoso quase ao ponto de ser invencível ao acumular diversos talentos.

– Aura de Medo: Zé não se veste de preto a toa. Sua vestimenta, sua atitude e até mesmo sua profissão lhe garantem  um poderoso efeito psicológico. Josefel conhece o povo ao seu redor. Sua crendice e superstição, por isso ele se mantem em um exercício diário de escarnecer tudo aquilo que é visto como sagrado, como se ele mesmo fosse algo mitológico, saído de um pesadelo. Isso garante ao Zé grandes poderes intimidatórios.

– Sofista Natural: Quando a intimidação não é necessária ou não pode ser usada, Zé se utiliza de sua retórica genial. Ele é um grande orador e é capaz de convencer e persuadir todos ao seu redor. Com algumas palavras, Zé pode influenciar decisões e até escravizar pessoas. Ele pode mover e amedrontar multidões com seus discursos sobre a vida e a morte.

– Frio e Dissimulado: Dada a natureza de sua profissão e seu desprezo pela moral humana. Zé tem um grande controle sobre suas emoções. Ele não é um psicopata, mas assim como um, é capaz de conter ou desprezar suas emoções, o que eu lhe torna um mentiroso fantástico e alguém capaz de ler a mente das outras pessoas. Zé sabe quando alguém está com medo, inseguro ou amedrontado. O resultado disso é que ele é um inigualável jogador de pôquer, que nunca senta para uma partida sem a certeza da vitória.

– Frenesi: Mesmo com todas essas vantagens é comum ao Zé entrar em conflitos físicos. Quando isso acontece, ele é capaz de, concentrando-se, iniciar um surto de adrenalina (daqueles que fazem uma mãe levantar um carro pra resgatar o filho). Quando isso acontece, os vasos de sangue em seus olhos se expandem em um olhar vermelho e assassino. Zé golpeia rápido e com força. A única dificuldade que ele já teve em um conflito foi quando enfrentou cinco leões de chácara ao mesmo tempo.. bêbado.. Sua experiencia com corpos humanos lhe garante a capacidade de ser o mais letal possível, demolindo seus adversários ao explorar suas fraquezas.

Arsenal:

Zé ao longo dos filmes se utiliza de várias armas diferentes para atormentar e matar. Geralmente são armas de ocasião ou objetos ao seu redor. Seja com uma bengala ou uma coroa de espinhos de uma imagem de Jesus, Josefel é mortal. Porém ele também possui suas armas preferidas, algumas ao longo dos anos se tornaram símbolos de Zé do Caixão.

– Unhas afiadas: No primeiro filme o personagem possui unhas duras, afiadas e pontiagudas. Zé consegue quebrar cadeados com elas. Nos filmes seguintes as unhas crescem de mais e perdem seu valor como arma, servindo apenas como uma forma de assustar suas vítimas.

– Animais Peçonhentos: Serpentes e aranhas são umas das ferramentas favoritas de Zé. Ele possuiu grande quantidade delas e é capaz de esconde-las e implanta-las de forma muito sutil. Armas convenientes quando se quer matar sem rastros.

– Facas: Zé carrega facas e laminas escondidas em lugares estratégicos em sua roupa. Seus adversários nunca advinham de onde a lamina fria de Zé do Caixão pode chegar. Ele tem o hábito de usa-las nos locais mais dolorosos e sangrentos do corpo de suas vitimas, paralisando de medo todos ao redor.

– 38 na cinta: Quando a coisa fica feia mesmo o papoco come certeiro. A azeitona de chumbo da rasante por toda parte e os cabra se empacota tudo se não ficar ligeiro. Deselegante, porem prático…

      zé 2


Os Filmes

Os três filmes de Zé do Caixão são uma sequencia direta um do outro. Aliais o seguinte sempre começa na ultima cena do antecessor, como um episódio de seriado. Tirando isso eles são radicalmente diferentes um do outro, tanto em tema quanto em produção. O próprio personagem do Zé do Caixão tem uma evolução radical durante as produções para se encaixar nos diferentes tipos de gêneros: do terror ao horror.


200px-Meia_Noite_Levarei_Sua_Alma_CN_0110À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964)

Resumo:

Em uma cidadezinha sem nome, em um estado qualquer do Brasil dos anos 60, vive o agente funerário conhecido como Zé do Caixão.

O filme abre em uma sexta-feira santa onde aprendemos a sobre a rotina do protagonista. Ele vive com sua companheira Lenita e incomodado com a religiosidade da população, decide sair as ruas escuras aterrorizando com crueldade a quem encontrar. Zé então começa a meditar sobre suas próprias convicções e da inexistência da imortalidade da alma humana. O corpo porem, pode existir para sempre através do sangue e de um herdeiro. Zé então percebe que Lenita nunca lhe dará um filho portanto ele nunca viverá para sempre. Ele então toma a decisão macabra de tomar para si a mulher de seu melhor amigo, Terezinha.

Um plano macabro começa a se desenrolar onde Zé do Caixão inicia uma série de assassinatos com o intuito de perpetuar seu sangue no ventre de Terezinha. A onda de violência porem é infrutífera, pois após conseguir violentar Terezinha esta decide se matar. Zé se vê frustrado e com raiva da religiosidade que faz com que os homens se entreguem a morte com a esperança do pós vida. Alem disso as suspeitas sobre ele ficam cada vez maiores na cidade e a população cada vez mais encolerizada.

Zé então decide partir para uma nova busca pela mulher ideal e é na noite dos mortos que finalmente encontra uma nova candidata. Ele a acompanha pela mata escura quando uma cigana surge em seu caminho, anunciando que a hora de Zé acertar as contas com os mortos chegou e que a meia-noite sua alma será levada.

Zé ri e em seu caminho para em um cemitério para desafiar aos mortos que se levantem e venham buscar sua alma. É quando em meio a sua zombaria a noite fica mais escura, os presságios da cigana começam a se concretizar. E a própria procissão dos mortos se manifesta diante de Zé do Caixão.

Enlouquecido, Josefel vaga pelas criptas até encontra os túmulos de suas vitimas e comprovar que os mortos não se levantam.  Ele encontra os caixões e abre vislumbrando o horror de seu interior: seu próprio destino inescapável junto aos vermes e a podridão.

A população então chega ao ouvir os gritos vindos das catacumbas. Zé do caixão é encontrado catatônico e com seus olhos saltados das orbitas em uma expressão de absoluto horror.

Critica:

Meia noite é um filme muito simples, mas muito bom. A precariedade da produção é muito sensível e inferior a qualquer episódio de Chapolin, porem o filme tem o coração no lugar certo e nos faz transcender suas limitações e se divertir muito. Simples e charmoso. Nem esqueletos falsos eles tinham para usar e mesmo assim Mojica virou uma estrela conhecida e respeitada até hoje. Lógico que o filme é genial.


DEDE

Esta noite encarnarei no teu cadáver (1967)

Resumo:

Após tratar seus olhos e recuperar a visão. Zé do Caixão é inocentado pela justiça dos assassinatos cometidos no passado por falta de provas. Ele então decide voltar a cidade, mais enlouquecido do que nunca, para retomar sua busca pela mulher que lhe dará a imortalidade do sangue.

Zé sequestra então seis mulheres e as tortura para descobrir qual delas é a digna de perpetuar sua linhagem já que agora se vê como um humano superior, que terá o filho que salvará a humanidade (???).

De todas as seis, apenas Márcia passa nos testes sádicos de Josefel. As demais são entregues as serpentes e Zé possui Márcia enquanto as vê morrer. Porem nos momentos finais uma delas volta a se erguer e desafia Zé: — Eu encarnarei no teu cadáver!

Chocada com a cena, Márcia renuncia Zé que a deixa ir. Zé esta convencido de que ela ainda não é a mulher perfeita, mas que pode lhe ser útil como ajudante.

Zé então conhece a filha de um coronel local, Laura. Está sim é a perfeita mulher que tanto era aguardada por Zé do Caixão. Zé então começa uma série de artimanhas macabras para ter poder absoluto sobre Laura e destruir sua família.

É quando tudo começa a desandar para o paladino das sombras. Pois quando finalmente engravida Laura ele descobre que a mulher que jurou encarnar em seu cadáver estava grávida na hora da morte e Josefel havia eliminado a imortalidade do sangue que havia em seu ventre. É assim que mais uma vez  ele sucumbe a suas alucinações e sua mente doentia o transporta para o próprio inferno onde teve que contemplar a si mesmo como o demônio cercado de dor e sangue.

Josefel desperta, mas o mundo desaba ao seu redor. Como previsto Márcia o trai e antes de se suicidar revela que Josefel é o responsável por todas as mortes. A multidão da cidade se enfurece. Enquanto isso Zé descobre que Laura não suportou a gestação e faleceu.

Zé então decide fugir levando consigo o corpo de Laura, mas ele é cercado pela população enfurecida. Sem escapatória Zé do Caixão é dragado pelo pântano e desaparece.

Crítica:

Embora eu deva reconhecer o esforço de Mojica para elevar a história a um novo patamar, há uma série de elementos que retiram o brilho da produção em relação ao primeiro.

O primeiro deles é a esteriotipificação de Zé do Caixão. Ele é agora é muito mais um vilão genérico que um personagem único. Até mesmo um ajudante corcunda ele ganhou… DO NADA…  E desde quando Zé do Caixão precisa de ajudante? Onde está o vulto solitário do filme anterior? Até um castelo de desenho animado ele ganhou.

Outra coisa é a mudança de mentalidade e ideologia: Eu sou superior, pois não sou escravo de crenças e moral  Se transformou em: Eu sou um ser perfeito, superior a vida e a morteReeeeeelaaaaaaaaaaxe Adolf!

E… Eu preciso ter um filho para ser imortal através do sangue… Virou: Eu terei o filho perfeito que salvará a humanidade… Da onde veio isso? Eu to levando em conta que ele ficou meio pancada do ultimo filme pra explicar, mas nada no filme indica isso.

Outra coisa incomoda é a personagem Laura. Laura chega do nada na história e já conhece e adere completamente a toda filosofia de Zé do Caixão. Ela já vem com todas as respostas prontas como se os dois tivessem passado anos juntos e isso não faz sentido nenhum! Alem disso Laura invalida a teoria de que o Zé mudou de filosofia porque ficou pancada da cabeça.. porque ela já chega falando as mesmas maluquice e nunca passou por nada que ele passou…

A ultima coisa a criticar é a quantidade de discursos que o Zé faz. Ele não cala a boca cara. Quase a metade do filme é monologo de Zé do Caixão, isso fica muito repetitivo.

Em pontos positivos podemos nos divertir mais uma vez com Zé sendo o Zé e todas as diabruras que ele faz. O personagem continua fascinante. A produção melhorou bastante também. Agora de esqueletos de isopor já chegamos as esqueletos de aula de medicina.. daqueles sem o topo da cabeça. Embora eu aprecie o esforço, realmente não é a qualidade da produção que faz as pessoas assistirem esses filmes, mas é um belo toque.

E temos enfim o ponto que redime o filme de todos os seus pecados: A Sequencia do Inferno. Genial Mojica, genial. Uma pessoa normal tentaria usar um inferno de fogo falso, cheio de fumaça para não ter risco de incêndio. Mas só um verdadeiro artista da adversidade pensaria em um inferno congelado. Clap… clap… clap…

Com erros, mas também com muita evolução, Esta Noite, faz jus ao personagem e propaga ainda mais a estrela de Mojica. Se o raio cai duas vezes, não é sorte.


Captura+de+Tela+2013-10-29+às+12.03.13Encarnação do Demônio (2008)

Resumo:

Após 40 anos preso em um manicômio, Josefel Zanatas termina de enlouquecer seu psiquiatra. O médico ensandecido libera Zé do Caixão de volta a noite e atravessa a própria cabeça com uma bala.

Josefel retorna então a pacata e inominada cidadezinha, em um estado qualquer do Brasil dos anos 2000. Mas ninguém o reconhece, ninguém lembra ou se interessa pelo mal antigo que volta a andar pelos casebres. Ninguem exceto uma bela jornalista que quer saber mais sobre o proprietário da tradicional casa funerária que estava fechada a mais de 40 anos.

Acontece que os negócios vão mal para Josefel, já que a cidade vai bem e todos os habitantes vivem em paz.

É quando um surto de mortes bizarras e inexplicáveis começam a acontecer e a antiga funerária volta a prosperar milagrosamente, estimulando a jornalista a vasculhar mais e mais, desenterrando o passado horrendo que as pessoas mais velhas da cidade insistem em renegar. Será que ele conseguirá parar Zé do Caixão? Ou será que ela já esta completamente manipulada em um jogo de cartas marcadas com o próprio diabo?

Zé-do-Caixão

HÁ!!!! PEGADINHA DO ZÉ MALANDO!!!!

Você está desesperado???

Deveria…

Resumo/Crítica:

Não. Nada do que eu escrevi a cima está no filme. Na verdade isso é o que eu queria que estivesse. No filme a realidade é bem diferente.

O filme na verdade começa em São Paulo. Zé do caixão, com os piores advogados da terra, conseguiu ficar preso por 40 anos e finalmente é solto pela policia. Mas ao invés de voltar pra onde veio, Zé do Caixão e Bruno (aquele personagem fantástico do ultimo filme) vão morar em uma favela (suspiro). No caminho Zé passa por crianças cheirando cola e o descaso das grandes metrópoles com a juventude (sim, vai ser um daqueles filmes). Por que agora, como diz o Capitão Nascimento, o inimigo é outro… É a policia que entra na favela e mata crianças.

Exatamente. Os homens  da policia militar invadem a favela e executam, SEM MOTIVO NENHUM, tudo quanto é criança que virem brincando, seja de dia ou de noite. O filme já abre jogando isso na sua cara..

Outra. Sabe a Laura? A personagem que apareceu do nada aderindo e propagando a filosofia de Zé do Caixão? Pois é.. ela se multiplicou. Ao chegar na favela com Bruno (onde ele mora não sei porque, já que foi estabelecido que Zé é rico e se o dinheiro dele ficou na poupança por 40 anos, ta mais rico ainda), Zé é apresentado a seus novos seguidores devotos (por algum motivo) de sua filosofia. (eles parecem bem de vida.. se Zé tem seguidores assim, porque ele mora numa favela mesmo?) Todos tem a mesma personalidade e repetem os discursos de Zé do Caixão.

Zé então entra em conflito com a policia e domina a favela (suspiro). A única resistência a ele são os cultos africanos locais que o impedem te ter a mulher perfeita.

A policia então se une a um padre e decide caçar Zé. Zé então rapta um monte de mulher. (Por que isso não foi feito antes) e as tortura para selecionar a perfeita….(Wow! Quem esperava isso?)

Zé foge da policia e do Padre e acaba morto em um parque. No final é revelado que as mulheres que ele torturou ficaram grávidas. (porque pra resolver todos os problemas só precisava mandar uma galera por ai roubando mulher)

Eu odiei muito esse filme. Principalmente porque assisti os três em uma maratona e é chocante o quanto ele é inferior aos antecessores. É um filme burro e nojento… Nada mais…

Zé do Caixão nele é o esteriótipo do esteriótipo. O personagem está completamente perdido na vibe Cidade de Deus/Tropa de elite do filme. Eu realmente desconheço as intenções de Mojica, se ele estava procurando modernizar o personagem, ou adequar ao cinema de hoje.. ou se foi alguma pressão de governo pra ser assim..De qualquer forma ele falhou miseravelmente.  O filme é monótono e não acrescenta nada de novo e tal como Coppola agora cabe a Mojica viver com os méritos e deméritos de suas criações.


Curiosidades:

  • O nome Josefel Zatanas, logicamente é uma mistura José + Fel + Satanas ao contrario.
  • Em  “Esta Noite“, Mojica reencena o pesadelo que deu origem ao personagem de Zé do Caixão.
  • Nenhum animal usado por Mojica é perigoso ou venenoso. São Jiboias inofensivas e tarantulas budistas.
  • Zé do Caixão mata 4 pessoas e um periquito no primeiro filme, 11 e um feto no segundo e 7 no terceiro.
  • As unhas de Zé já chegaram a 25cm
  • O final de “Uma Noite” foi censurado e Zé teve que se converter na última cena. Quero ver quem defende ditadura explicar o beneficio disso pro país.
  • A Wikipédia americana traz muito mais informações sobre Mojica e suas criações que a brasileira.
  • Em “Exorcismo Negro” Mojica e Zé do Caixão contracenam.
  • A Meia Noite” tem 60% de aprovação no site Rotten Tomatoes.
  • Devido as dificuldades de filmar “Meia Noite“, Mojica ameaçou atirar nos atores caso não gravassem em um dia.
  • A Meia Noite” ficou em cartaz por 4 meses e foi o primeiro filme de terror nacional.
  • Mojica decidiu atuar como Zé do Caixão depois que o ator que faria o papel desistiu. É aquela coisa, se quer algo bem feito…
  • Alguns atores da produção acumulavam outras funções, como escrever e cortar madeira ilegalmente.
  • Existe muita confusão sobre as datas dos filmes, pois eles foram produzidos em um ano e e lançados no ano seguinte.
  • Alem da trilogia original, Zé do Caixão aparece em outros 3 filmes de Mojica.