Topismos: Os 10 melhores Spin-off do cinema

Olá companheiros cinéfilos alternativos, hoje nós vamos falar aqui sobre filmes spin-off, uma dica do colega Diuliano.
Antes de mais nada, spin-off’s são filmes que foram baseados em personagens ou histórias secundárias de outros filmes, séries e etc. Era raro ver esse tipo de filme antigamente, mas eles vem crescendo a cada dia mais, com o sucesso da Netflix e outros serviços que também se tornaram produtoras de conteúdo. Vamos explorar um pouco desse mundo então, aqui vai a nossa lista dos dez melhores spin-off’s do cinema:

 

10 – Quanto Mais Idiota Melhor (1992, Penelope Sheerpis)

Wayne’s World (nome original do filme) era uma esquete do programa americano Saturday Night Live, criada pelos protagonistas Mike Myers e Dana Carvey, onde eles tinham um programa de TV a cabo e falavam sobre rock ‘n roll. O filme é uma adaptação da esquete, e conta ADM-201 a história de quando os protagonistas recebem uma oferta de um executivo de um outro canal de TV e pensam estar com toda sorte do mundo, quando na verdade vão entrar em uma grande enrascada.
O filme é totalmente nonsense, bem ao estilo Mike Myers (que co-roteirizou o longa) e pode não causar boa impressão em quem não curte ou não está acostumado a esse tipo de humor;

 

9 – Minions (2015, Kyle Balda e Pierre Coffin)

A primeira aparição dessas criaturas foi em Meu Malvado Favorito (2010, Chris Renaud e Pierre Couffin) e de cara eles já tomaram pra si grande parte das cenas mais engraçadas da animação. Em Meu Malvado Favorito 2 (2013, Chris Renaud e Pierre Coffin) eles tiveram mais cenas, bem mais espaço no filme e continuaram engraçados e roubando a cena. As pessoas começaram a amar os Minions, foram lançados jogos de vídeo game, bonecos e camisetas dos bichinhos engraçadinhos e fofos. Foi então que em 2015 o primeiro filme solo desses amerelos amantes de banana foi para os cinemas. O filme em si é bem bobo, mas acabou agradando ao seu público alvo, crianças, e, por que não dizer também, muitos adultos crescidos por aí?

 

8 – O Pior Trabalho do Mundo (2010, Nicholas Stoller)

Neste filme o diretor Nicholas Stoller resolveu trazer para um spin-off o personagem Aldous Snow, do filme Ressaca de Amor (2008, Nicholas Stoller), que é um astro de rock fora de controle e totalmente sem noção. Desta vez Aldous se encontra com Aaron Green (Jonah Hill) um brilhante agente de estrelas que recebe a ingrata tarefa de escoltar Aldous em sua turnê, o que acaba tornando a chance da vida de Aaron em um verdadeiro inferno.
A comédia é engraçada e tem seus bons momentos, apesar da atuação pouco inspirada de Russell Brand;

 

7 – Shaun: O Carneiro (2015, Mark Burton e Richard Starzak)

Shaun é um personagem oriundo da série Wallace & Gromit (que também já ganhou vários filmes). Um desenho feito com stop-motion muito famoso, que foi criado na Inglaterra mas já é exibido em mais de 180 países, fazendo muito sucesso entre crianças mais novas. O filme foi indicado ao Oscar de melhor animação no ano de 2016
O filme é bastante engraçado não só para crianças mas também para adultos, com um humor 700-039 bem suave mas que acerta em cheio em algumas cenas;

 

6 – O Legado Bourne (2012, Tony Gilroy)

Considerada a melhor franquia de espionagem da nova geração, a trilogia Bourne deixou muitas saudades nos fãs do gênero, além do que não houveram muitos bons filmes de ação nos anos 2000 que pudessem superar essa saudade, então em 2012 Tony Gilroy resolveu nos dar um spin-off do agente, mostrando dessa vez que existem vários outros agentes que foram usados como experiência do governo.
O filme não conseguiu atingir o mesmo sucesso dos originais, muito pela falta de empatia do público para com o personagem secundário e também pela trama pouco inspirada;

 

5 – Procurando Dory (2016, Andrew Stanton)

Em 2003 foi lançado Procurando Nemo (2003, Andrew Stanton e Lee Unkrich), e rápido se tornou um dos desenhos de maior sucesso da nova geração disney. Uma continuação foi pedida durante muitos anos pelos fãs da franquia, mas somente em 2016 a disney lançou o spin-off, envolvendo dessa vez a coadjuvante do primeiro filme Dory, uma peixinha muito esquecida e que ganhou os corações de todos;

 

4 – Animais Fantásticos e Onde Habitam (2016, David Yates)

Desde 2012, quando o último filme da franquia Harry Potter foi lançado, os fãs do bruxo e da magia ficaram carentes de ver esse universo no cinema novamente, mas não demorou muito para que J.K. Rowling anunciasse que ela voltaria as telonas, dessa vez adaptando a história de Animais Fantásticos e Onde Habitam, um spin-off que conta a história de Newt Scamander, um magizoologista que perde uma maleta cheia de criaturas fantásticas pela cidade de Nova Iorque. O filme se passa no passado, e terá várias continuações, além do que já se estabeleceu que será contada um pouco da história de outros personagens do mundo de Harry Potter como o professor Albus Dumbledore, a família Lestrange e também o bruxo malvado Grindelwald;

 

3 – Creed (2015, Ryan Coogler)

Ao longo dos anos tivemos várias continuações de Rocky, Um Lutador (1976, John G. Avidsen), que venceu o Oscar de melhor filme em 1977 e que alavancou a carreira de Sylvester Stallone como grande astro de filmes de ação que conhecemos hoje. Nenhuma das continuações fez tanto sucesso ou foi tão bem produzida quanto o filme original, e o último filme com o boxeador como protagonista foi Rocky Balboa (2006, Sylvester Stallone), estrelado e dirigido pelo astro. Em 2015 porém, o personagem voltou as telas, mas dessa vez como coadjuvante, para treinar o filho de Apollo Creed, com quem Rocky lutou primeiramente e depois se tornou grande amigo.
Por incrível que pareça, o filme é muito bom e levou muitas pessoas as lágrimas, além de descolar uma indicação a Sylvester Stallone como melhor ator coadjuvante no Oscar, entre outras nomeações;

 

2 – Machete (2010, Ethan Maniquis e Robert Rodriguez)

Em 2007 foi lançado o filme Planeta Terror (2007, Robert Rodriguez), que funciona quase que como uma sátira aos filmes de terror dos anos 80 e 90. Um filme trash que levou muitos aos risos, mas mais do que isso, introduziu o personagem Machete no cinema. Em 2o10 Robert Rodriguez resolveu que seria uma ótima ideia fazer um filme solo desse personagem, vivido por Danny Trejo, e não é que deu certo?
Sangrento, trash, engraçado e sem se levar a sério em momento algum, Machete conseguiu reunir uma legião de fãs que adoram o anti-herói, além disso o filme ganhou uma continuação com Machete Mata (2013, Robert Rodriguez) e está sendo produzido o filme Machete Mata… No Espaço! (LOL);

 

1 – Rogue One (2016, Gareth Edwards)

Depois de a disney ter comprado os direitos do universo Star Wars da Lucas Films, a produtora já fez Star Wars: O Despertar da Força (2015, J.J. Abrams), iniciando assim uma nova trilogia da história principal, e também resolveu investir em spin-off’s envolvendo todo esse grande universo da franquia. O primeiro deles foi Rogue One, que conta uma história dos rebeldes lutando mesmo antes de se dar o Episódio IV (primeira aventura Star Wars nos cinemas).
O filme fez enorme sucesso por conta de sua produção caprichada e claro pelo grande número de fãs da franquia ao redor do mundo. Agora está sendo produzido um outro spin-off que contará a história do personagem Han Solo quando jovem, e acredito eu, muitos outros virão. Espero que todos com essa energia e qualidade que Rogue One nos proporcionou.

Indicados ao Emmy 2017

Em cerimônia realizada agora a pouco, Shemar Moore (Criminal Minds) e Anna Chlumsky (Veep) apresentaram os indicados ao Emmy 2017. A 69ª eidção do evento acontecerá em 17 de setembro e será apresentada por Stephen Colbert. Confira abaixo quem são os indicados:

Edit: Confira os vencedores do Emmy abaixo, em negrito.

Melhor Série (Drama)

Better call Saul
The Crown
The handmaid’s tale
House of cards
Stranger things
This is us
Westworld

 

Melhor Série (Comédia)

Atlanta
Black-ish
Master of None
Modern Family
Silicon Valley
Unbreakable Kimmy Schmidt
Veep

 

Melhor Minissérie

Big little lies
Fargo
Feud: Bette and Joan
Genius
The Night Of

 

Telefilme

The Wizard of Lies
Black Mirror: San Junipero
Dolly Parton’s Christmas of Many Colors: Circle of Love
The Immortal Life of Henrietta Lacks
Sherlock: The Lying Detective

 

Melhor Atriz (Drama)

Viola Davis, How to get away with murder
Claire Foy, The crown
Elisabeth Moss, The Handmaid’s tale
Keri Russell, The Americans
Evan Rachel Wood, Westworld
Robin Wright, House of cards

 

Melhor Ator (Drama)

Sterling K Brown, This is us
Anthony Hopkins, Westworld
Bob Odenkirk, Better call Saul
Matthew Rhys, The Americans
Kevin Spacey, House of cards
Milo Ventimiglia, This is us
Liv Schreiber, Ray Donovan

 

Melhor Atriz (Comédia)

Pamela Adlon, Better Things
Jane Fonda, Grace and Frankie
Allison Janney, Mom
Ellie Kemper, Unbreakable Kimmy Schmidt
Julia Louis-Dreyfus, Veep
Tracee Ellis Ross, Black-ish
Lily Tomlin, Grace and Frankie

 

Melhor Ator (Comédia)

Anthony Anderson, Black-ish
Aziz Ansari, Master of None
Zach Galifianakis, Baskets
Donald Glover, Atlanta
William H. Macy, Shameless
Jeffrey Tambor, Transparent

 

Melhor Atriz (Minissérie ou Telefilme)

Carrie Coon, Fargo
Felicity Huffman, American Crime
Nicole Kidman, Big Little Lies
Jessica Lange, Feud: Bette and Joan
Susan Sarandon, Feud: Bette and Joan
Reese Witherspoon, Big Little Lies

Melhor Ator (Minissérie ou Telefilme)

Riz Ahmed, The Night Of
Benedict Cumberbatch, Sherlock: The Lying Detective
Robert DeNiro, The Wizard of Lies
Ewan McGregor, Fargo
Geoffrey Rush, Genius
John Turturro, The Night Of

 

Melhor Atriz Coadjuvante (Drama)

Ann Dowd, The handmaid’s tale
Samira Wiley, The handmaid’s tale
Uzo Aduba, Orange Is the New Black
Millie Bobby Brown, Stranger Things
Chrissy Metz, This Is Us
Thandie Newton, Westworld

 

Melhor Ator Coadjuvante (Drama)

John Lithgow, The Crown
Jonathan Banks, Better Call Saul
Mandy Patinkin, Homeland
Michael Kelly, House of Cards
David Harbour, Stranger Things
Ron Cephas Jones, This Is Us
Jeffrey Wright, Westworld

 

Melhor Atriz Coadjuvante (Comédia)

Kate McKinnon, Saturday Night Live
Vanessa Beyer, Saturday Night Live
Leslie Jones, Saturday Night Live
Anna Chlumsky, Veep
Judith Light, Transparent
Kathryn Hahn, Transparent

 

Melhor Ator Coadjuvante (Comédia)

Alec Baldwin, Saturday Night Live
Louie Anderson, Baskets
Ty Burrell, Modern Family
Tituss Burgess, Unbreakable Kimmy Schmidt
Tony Hale, Veep
Matt Walsh, Veep

 

Melhor Atriz Coadjuvante (Minissérie ou Telefilme)

Regina King, American Crime
Shailene Woodley, Big Little Lies
Laura Dern, Big Little Lies
Judy Davis, Feud
Jackie Hoffman, Feud
Michelle Pfeiffer, The Wizard of Lies

 

Melhor Ator Coadjuvante (Minissérie ou Telefilme)

Alexander Skarsgard, Big Little Lies
David Thewlis, Fargo
Alfred Molina, Feud
Stanley Tucci, Feud
Bill Camp, The Night Of
Michael K. Williams, The Night Of

 

Melhor Reality Show

The Amazing Race
American Ninja Warrior
Project Runway
RuPaul’s Drag Race
Top Chef
The Voice

 

Melhor Programa de Variedades

Last Week Tonight
Full Frontal with Samantha Bee
Jimmy Kimmel Live!
The Late Show with Stephen Colbert
The Late Late Show with James Corden
Real Time with Bill Maher

 

Melhor Atriz Convidada (Drama)

Alexis Bledel, The Handmaid’s Tale
Laverne Cox, Orange is the New Black
Ann Dowd, The Leftovers
Shannon Purser, Stranger Things
Cecily Tyson, How to Get Away with Murder
Alison Wright, The Americans

 

Melhor Ator Convidado (Drama)

Hank Azaria, Ray Donovan
Brian Tyree Henry, This Is Us
Gerald McRaney, This Is Us
Ben Mendelsohn, Bloodline
Denis O’Hare, This Is Us
BD Wong, Mr. Robot

 

Melhor Atriz Convidada (Comédia)

Becky Ann Baker, Girls
Angela Bassett, Master of None
Carrie Fisher, Catastrophe
Melissa McCarthy, Saturday Night Live
Wanda Sykes, Black-ish
Kristen Wiig, Saturday Night Live

Melhor Ator Convidado (Comédia)

Riz Ahmed, Girls
Dave Chappelle, Saturday Night Live
Tom Hanks, Saturday Night Live
Hugh Laurie, Veep
Lin-Manuel Miranda, Saturday Night Live
Matthew Rhys, Girls

Topismos: 10 filmes que não são realmente “baseados em fatos reais”

Este texto foi originalmente escrito por Juan Orellana em um post no site Taste of Cinema e nos foi gentilmente cedido para tradução e adaptação pelo David Zou, administrador do mesmo.

Algumas pessoas dizem que não há uma história de ficção que não tenha acontecido antes de alguma maneira na vida real. Da união dos exércitos do mundo todo para lutar contra um regime do mal (O Senhor dos Anéis, Dir: Peter Jackson) até as complexas interações entre parisienses e os imigrantes na França do século XXI (Desconhecida, Dir: Joshua Marston), é possível encontrar um exemplo em todos os gêneros.

Então se a arte é na maioria das vezes baseada na realidade, encontrar histórias interessantes para adaptar deve ser a coisa mais fácil do mundo, não?
Bem, na verdade é. O Lobo de Wall Street é um bom exemplo de uma adaptação exata e divertida da vida real. O filme se mantém fiel ao seu material de origem enquanto tenta entreter, assim como todos os outros filmes.

Mas infelizmente para certas pessoas, o rótulo “baseado em fatos reais” é como se fosse uma frase cujo único sentido é obter nomeações para prêmios da academia de cinema. Isso nos faz pensar por que então eles não fazem simplesmente um filme de ficção sobre a história a qual estão interessados ao invés de pegar o nome de pessoas reais e improvisar o resto de suas histórias, insinuando que estamos vendo o que aconteceu de verdade?

Então aqui vão alguns filmes que dizem retratar histórias de pessoas reais, quando na verdade estão bem longe disso:

 

10 – O Gângster (2007, Ridley Scott)

História do filme: Decada de 70, Denzel Washington vive o temido traficante Frank Lucas. Nós o vemos tentando reinvindicar um território de seu mentor da máfia que morreu em seus braços (Denzel trabalhou como motorista de seu mentor por 15 anos) para fazer contrabando de uma heroina mais barata vinda do Vietnã. Ele faz isso sem dar a minima para a situação e escondendo as drogas nos caixões dos soldados mortos na guerra.

Russell Crowe interpreta o detetive Richie Roberts, o inimigo direto de Frank. Ele persegue o bandido durante o filme todo com inteligência e perspicácia, liderando um grupo de onde há policiais corruptos e honestos.

Lucas termina atrás das grades e delata alguns poucos traficantes, políciais corruptos e agentes do DEA, reduzindo sua sentença de 70 anos para 5.

A História Real: Não foi nem culpa da produção. Acontece que Frank Lucas é um mentiroso compulsivo que fez tudo o que pode para parecer um cara legal nas telas.

Ele nunca contrabandeou drogas em caixões, mas sim na mobília (não é tão chocante assim, né?). Além disso Lucas gostava de frisar que nunca delatou nenhum amigo traficante. O que é obviamente mentira, confirmada por muitos investigadores. Eles disseram que ele delatou todos os traficantes e bandidos que conhecia, inclusive os chefões da máfia. Você não tem a pena baixada em 65 anos apenas por dar alguns nomes de policiais corruptos.

Alguns agentes do DEA apontaram que todo seu trabalho foi dispensado do plot do filme (eles entraram com uma ação coletiva contra o estúdio de cinema, que logo foi retirada), e que a produção retratou Richie Roberts como o líder absoluto e herói de toda captura de Lucas. Os agentes dizem que Roberts não teve nada a ver com a captura, ele só ficou interessado no caso depois que começaram a ser feitas algumas prisões, e injustamente, acabou levando todo o crédito.

Todos os envolvidos nos acontecimentos reais concordam que muito do roteiro do filme foi inventado. Lucas não trabalhou como motorista de seu mentor por 15 anos, ele mentiu sobre isso porque ele queria parecer familiarizado com o seu mentor (que também não morreu em seus braços). Além disso, seu caríssimo casaco de pele não foi o que o deixou em evidência, mas sim seus ótimos assentos na primeira fila em uma luta de boxe. Os investigadores ficaram surpresos quando viram que ele tinha melhores assentos do que os da máfia Italiana.

O Gângster é um filme intenso e muito bem feito, exceto o fato de a maioria das coisas no plot terem sido inventadas pela mente do protagonista e baseadas em mentiras deslavadas.

 

9 – A Procura da Felicidade (2006, Gabriele Muccino)

História do Filme: Chris Gardner, um pai devoto que tenta oferecer um futuro melhor para o seu filho sobrevivendo nas ruas de São Franscisco para encontrar um trabalho, e que lutará de todo jeito imaginável para refazer sua vida depois de a esposa o abandonar.

Chris sofre muitos infortúnios: É evitado algumas vezes, tem que dormir no banheiro do metrô com seu filho e é preso por não pagar tickets de estacionamento. Entretanto, ele nunca desiste de ser um grande e honesto pai de família. No fim, ele consegue um bom emprego depois de comer o pão que o diabo amassou.

A História Real: Depois do Chris entrar no programa de treinamento da Dean Witter, ele não sabia onde seu filho estava nos primeiros quatro meses. O menino, que foi concebido quando seu pai era casado com outra mulher, estava vivendo com sua mãe nesse tempo. Além disso, Chris não foi preso por não pagar tickets de estacionamento mas sim por uma acusação de abuso doméstico feita pela sua esposa.

O filme não conta a parte em que Chris vende droga, usa cocaína e algumas outras substâncias com sua amante.

Ele não era um pai perfeito afinal. Entretanto, como pode alguém culpá-lo por não ser um santo nessa situação? Mas talvez se a produção do filme tivesse o retratado como ele realmente era, Will Smith teria ganho o Oscar.

 

8 – Sniper Americano (2014, Clint Eastwood)

História do Filme:  Bradley Cooper vive um Capitão América moderno, Chris Kyle, que era caçador desde criança e um religioso, que ia todo domingo a missa e pagava seu dízimo. Seu único desejo era proteger todos os seus entes queridos do mal, assim como o seu país, então ele se alistou no exército depois de ver um ataque terrorista na TV.

Ele se tornou um grande sniper, depois de enfrentar um treinamento duro, e então foi enviado ao Iraque onde passou seus dias matandos os “selvagens” com suas habilidades a frente do rifle.

Chris retorna para casa algumas vezes mas se frustra pois quer continuar matando seus inimigos e protegendo seus queridos soldados.

O protagonista luta contra um estresse pós-traumático por um tempo, depois de tentar matar seu próprio cão porque ele achou que o animal estava atacando uma criança durante uma festa. Kyle no final é morto por um amigo soldado por razões desconhecidas.

A História Real: Sniper Americano o grande perigo que esse rótulo “baseado em fatos reais” pode causar. O filme retrata todo muçulmano como um vilão e todo americano como um herói. Clint Eastwood retratou a guerra do Iraque de uma forma simplista que além de racista, foi irresponsável.

Grandes exemplos disso incluem o exagero nos fatos para tornas os muçulmanos mais maléficos (a famosa cena da “morte da criança” nunca aconteceu. Kyle matou uma mulher que estava carregando uma granada de mão na realidade, mas ela não enviou uma criança para fazer o serviço por ela) e superestimar o heroismo de Kyle (que, no filme, só se sente culpado por não ter matado mais selvagens).

O filme exagerou um pouco um fato relevante do livro de Chris. O sniper vilão Mustafa é baseado em um cara real que Kyle ouviu falar quando estava no exército, mas ele nunca o encontrou ou o conheceu. No filme Mustafa é o seu antagonista, o principal nemesis do protagonista, and é morto em uma batalha épica no climax do filme. Então, novamente, o diretor não deu nenhuma profundidade ao personagem exceto retratá-lo como um mal que deveria ser exterminado.

Veja bem, na guerra não há heróis, apenas vencedores e perdedores. Eastwood não está interessado em retratar essa realidade entretanto. Ao invés disso ele escolheu abrir mão de muitas das falas de todos os personagens muçulmanos, mostrando apenas que todos eles são maus e sem motivação alguma (como por exemplo a morte de sua família toda ou algo assim) para isso. Eles são apenas máquinas de matar iraquianas cujo único objetivo é incomodar a vida do protagonista.

Sniper Americano é um filme para fazer propaganda de que qualquer não-americano nunca comete um erro ou faz algo ruim. Como não apoiar a guerra no Iraque quando todo iraquiano é um louco, um selvagem?

 

7 – O Jogo da Imitação (2014, Morten Tyldum)

A História do Filme: O Nicola Tesla do século XX, também conhecido como Alan Turing, é chamado por seu país para ajudar a decifrar um indecifrável código dos nazistas. Ele usará de toda a sua genialidade para cumprir essa tarefa.

Turing inventa uma poderosa máquina e rapidamente se torna o lider de sua equipe de pesquisas logo, além de ganhar um pouco de antipatia de seus colegas nesse tempo devido ao seu comportamento insuportavelmente arrogante. Ele vive um cientista que faz o tipo maluco recluso, além de ser gay e tentar esconder sua sexualidade a todo custo.

Alan fica amigo de Joan Clarke, uma cientista que sofre preconceito por ser mulher. Turing à ajuda a entrar em sua equipe e ambos formam uma bela amizade.

As coisas começam a esquentar quando o homem que o contratou começa a pressionar o grupo afim de fazer com que eles mostrem resultados rapidamente e começa a não gostar de Turing por suspeitar de sua homossexualidade.

No fim, eles finalmente decodificam as mensagens, mas são forçados a carregar uma enorme responsabilidade que é usar seus conhecimentos de maneira sábia para vencer a guerra.

História Real: Graham Moore, que foi quem escreveu o roteiro, disse que “checar os fatos de um filme é como tentar reproduzier uma pintura de Monet”. Ele disse isso para tentar justificar as alterações feitas na história afim de deixar o filme mais dramático. Ora Graham, é mais difícil ainda quando seu filme se diz baseado em uma história real não é mesmo?

Apesar de Turing ter tido um amor de infância que morreu tragicamente, seu amor nunca foi reciproco e ele não nomeou a máquina com o nome “Christopher”, mas sim “Bamba”. E não era bem “a máquina dele” também. Ele alterou um modelo polonês com a ajuda de sua equipe, e eles fizeram todo o trabalho. O filme retrata um grupo de pesquisas que não se esforça e aonde todos apenas admiram a genialidade de Turing sem fazer nenhum esforço.

O Jogo da Imitação escolheu retratar Turing como uma espécie de Sheldon Cooper recluso, eu acho que porque os jovens gostam desses tipos, cheios das inseguranças e ansiosos, que tentam esconder sua homossexualidade. Na verdade Turing foi um grande atleta. Seus colegas de trabalho o descreviam como “fácil de trabalhar e amigável”. Ele também era abertamente gay e graças as suas descobertas, a estrela de Bletchley Park (o lugar onde ele trabalhou).

Alan nunca teve problemas com seu chefe por não apresentar resultados, na verdade, seu chefe não era tanto uma Dolores Umbridge mas sim um Albus Dumbledore. Ele se mostrou bem interessado no projeto e sempre ajudava quando podia.

A parte em que a equipe discute e decide esconder as informações que poderiam salvar o irmão de um dos membros da morte foi totalmente inventada e sem sentido. Ele nunca tiveram que decidir nada disso e o irmão do membro da equipe que estava na marinha simplesmente nunca existiu, porque ele não tinha irmãos.

O Jogo da Imitação é um grande filme, mas por que dizer que é baseado em fatos reais se quase tudo foi inventado ou exagerado?

 

6 – Uma Mente Brilhante (2001, Ron Howard)

A História Real: John Nash (Russll Crowe) é um excelente matemático, professor de Princeton, e sua namorada é a Jennifer Connelly. Um sonho de vida. Isto é, até que sua esquizofrenia se desenvolve e ele começa a ter delírios e alucinações que vão de amigos do colégio que são espiões comunistas infiltrados a garotinhas assustadoras.

Nash revolucionou a econômia com sua teoria conhecida como “game theory” mas era mentalmente instável e foi internado em um hospital psiquiatrico por várias vezes. Parou de tomar sua medicação pois acreditava que ela bloqueava sua mente e suas ideias, sempre sob a tutela do personagem de Jennifer Connelly. Enquanto isso Nash ganhou o prêmio Nobel além de participar de uma elegante cerimônia em Princeton onde vários professores o presentearam com suas belas canetas, em reconhecimento aos seus esforços. Nash fez um discurso emocionante na sua premiação do Nobel que fechou o filme com chave de ouro.

História Real: Uma Mente Brilhante não foi o retrato fiel das experiências de Nash como pareceu ser. Pareceu mais como uma série de flashes e lembranças de importantes momentos da vida dele, junto com um desinteressante olhar sob sua vida escolar.

Na verdade a doença de John Nash foi mais séria e caótica. Depois de se formar em Princeton, ele afirmava que aliens estavam enviando a ele mensagens encriptadas através do jornal New York Times e achava que todo homem que vestia uma gravata vermelha era um membro de uma organização comunista secreta. Nash disse para seus colegas professores que ele era o Papa e o Imperador da Antártica e quando idealizou sua teoria, pensou ser um mensageiro de Deus.

Ele ouvia vozes que zombavam e discutiam com ele, chegando a conclusão de que graças a sua doença conseguiu apresentar uma teoria tão genial e digna do Nobel.

Nash também se tornou uma figura mítica no campus de Princeton. Os estudantes o chamavam de “Fantasma”. Ele vagava pela universidade, falando com si mesmo e quase sempre escondia códigos secretos e formulas nas lousas e em pedaços de papel que ele colocava embaixo das portas de algumas salas.

Infelizmente, ele nunca fez um discurso na cerimônia do Prêmio Nobel, nem mesmo as canetas ele ganhou, mas isso seria legal se tivesse acontecido.
O filme também esqueceu de citar as experiências homossexuais de Nash e constantes brigas no casamento. Mas isso é porque um Oscar não se ganha sozinho não é mesmo?

 

5 – Argo (2012, Ben Affleck)

História do Filme: Tony Mendez (Ben Affleck) usa suas habilidades como agente da CIA para retirar seis americanos que estão no Irã, onde um conflito civíl está começando. Ele se finge de produtor de cinema procurando por locações em Teerã, e as pessoas que ele precisa retirar do país também se fingem de membros da produção. Eles ficam procurando por locações pela cidade e quase são mortos por uma multidão de Iranianos que odeiam americanos.

Quando eles finalmente conseguem chegar ao aeroporto, suas passagens precisam ser checadas várias vezes pelos militares do país. Finalmente, nossos heróis conseguem entrar no avião em segurança, até que um dos soldados vê que tem algo de errado em uma das passagens e os perseguem até a pista de decolagem, atirando no avião com metralhadoras, porém, o avião consegue decolar e os levar embora.

A História Real: É fácil imaginar o Ben Affleck lendo o livro de Tony Mendez e pensando “Nha, isso aqui precisa de um pouco de ação”.

Affleck tirou o outro agente que acompanhou Mendez ao Irã de sua versão dos fatos, talvez para ter mais falas no filme. Eles realmente se fingiram de produtores de cinema, com artigos sobre um filme falso na revista Variety e outras revistas famosas, mas eles nunca saíram afim de procurar por locaçoes no meio dos violentos protestos dos iraniãnos em Teerã. Isso seria muita burrice.

Esperar jogando cartas e bebendo na casa que o Canadenses montaram foi tudo que os Americanos fizeram.
O único drama que tiveram foi que alguns dos locais perceberam suas rostos não-iranianos.

Quando todos foram ao aeroporto, eles inteligentemente compraram as passagens dos primeiros vôos disponíveis logo de manhã. Os militares estariam sonolentos a essa hora. Sendo assim, eles passaram pelo checkin como passáros pelas nuvens.

Não houve nenhuma situação de risco e tensão. Na realidade, o Canadenses fizeram a maioria do trabalho e só foram reconhecidos porque a CIA queria esconher sua participação da operação. O diretor decidiu se vingar disso omitindo a maioria dos feitos dos Canadenses para parecer com que fosse um “America Fuck Yeah!” (acho que foi por isso).

 

4 – Capitão Phillips (2013, Paul Greengrass)

História do Filme: Tom Hanks vive Richard Phillips, um capitão de navio cuja liderança é inquestionável. Se o barco ao qual ele é encarregado fosse a casa branca, ele seria o presidente.

Piratas da Somália sequestram o návio, mas Phillips com suas destemidas habilidades de liderança, conduz uma negociação com os piratas pela liberdade da tripulação. Os piratas então pegam o capitão como refém ao invés da tripulação e pedem dinheiro em troca do resgate.

A História Real: A tripulação real que estava sob os comandos de Phillips naquele infeliz dia contaram uma história um pouco diferente. Eles contam que o comportamento de seu capitão era egoísta e nem um pouco cuidadoso. O grupo de marinheiros processou a empresa empregadora em 50 milhões de dólares, colocando Phillips como um capitão despreocupado com a segurança da tripulação, contribuindo assim para o ataque.

O Capitão Phillips se recusou a seguir o protocolo anti-pirataria e também não seguiu os procedimentos de segurança. Os návios são avisados para ficar no mínimo 600 milhas de distância longe da perigosa costa da Somália, e a tripulação disse que eles estavam perto de 235 milhas quando o ataque aconteceu.

Um dos marinheiros, Mike Perry, disse que atacou um dos piratas para usá-lo como moeda de troca por Phillips.
O filme deveria se chamar “Engenheiro-Chefe Perry” e não “Capitão Phillips”, mas, não dá pra não admitir que esse seria um título não muito cativante.

 

3 – Clube de Compras Dallas (2013, Jean-Marc Vallée)

História do Filme: Matthew McConaughey  é um cowboy de rodeio gente boa que faz sexo com mulheres em estábulos sujos. Ele acaba pegando AIDS (por motivos óbvios) e assim começa a vender medicamentos difíceis de conseguir para o controle da HIV, depois de ficar um tempo em negação pela sua nova condição de vida.

Ele tem como melhores amigos uma trans e a Jennifer Garner vestida de médica. Ambos tentam o ajudar de muitas maneiras, para que seu negócio de certo.

A História Real: O personagem vivido por McConaughey’s (Ronald Woodroof) não era cowboy de rodeio. Ele só gostava do esporte, mas nunca tinha praticado.

Os personagens de Jared Leto e Jennifer Garner são tão reais quanto os peitos de Leto no filme. Os roteiristas os criaram para explorar problemas da comunidade LGBT e… empregrar Jennifer Garner talvez?
Ronald Woodroof tinha uma filha e uma irmã que nunca são mencionadas no filme, porque óbviamente amigos são mais importantes que família.

 

2 – Walt nos Bastidores de Mary Poppins (2013, John Lee Hancock)

História do Filme: P. L. Travers (a reclusa escritora de Mary Poppins) vai da inglaterra para Los Angeles para que ela possa decidir se vai ou não vender os direitos de filmagem de seu precioso livro para Walt Disney. Ela quer supervisionar toda a produção do filme para proteger sua história de ser descaracterizada.

A escritora gasta seu tempo dizendo não para tudo que os roteiristas propõe, apenas concordando com alguns detalhes depois que Tom Hanks Disney aparece (Hanks basicamente atua como ele mesmo, um homem charmoso em seus 40 anos com quem todos se sentem confiança). Mas, depois de compartilhar algumas experiências traumática, Walt a convence e ela vende seus direitos. Travers  derramou lágrimas de felicidade na premiere do filme, mostrando como amou a liberdade de sua amada personagem.

A História Real: Na realidade não houve um conflito entre os roteiristas e Travers, dado o fato de que ela já tinha vendido os direitos do filme. Ela decidiu ir para Los Angeles para ser consultora do roteiro que já estava escrito. Infelizmente, o doce Walt também não abriu seu coração e falou dos traumas de sua infância para convence-lá, como foi no filme.

Disney não chegou nem perto dela. O filme foi aprovado, então ele estava ocupado com os preparativos da produção. Ele era o presidente da empresa, e presidentes não convencem as pessoas com palavras meigas. Eles tem quem faça esse serviço pra eles, são os chamados “peões”.

Na premiere do filme, a escritora Travers chorou de raiva, pelo que ela disse ser uma terrível adaptação de seu livro. Ela pediu a Disney para cortar sequencias inteiras do filme, ao que ele respondeu: “Pam, o barco já zarpou”.

 

1 – Joy (2015, David O. Russell)

História do Filme: Joy era uma mulher brilhante desde quando era uma menina, tão criativa quanto uma criança pode ser. Alguns anos mais tarde, Joy tem 20 anos e está, infelizmente, trabalhando em uma pequena companhia aérea e vivendo com sua desagradável mãe, que assiste TV o dia todo. Ela é divorciada, tem dois filhos e não pode ir a faculdade porque tinha que ajudar seus pais que estavam passando por um divórcio e tendo problemas financeiros. Aém disso, seu ex-marido, um charmoso cantor Venezuelano vive em seu porão, por alguma razão.

De repente, Joy tem a brilhante ideia de inventar um esfregão de limpeza diferente e muito eficiente. Ela terá de superar uma infinidade de problemas para ganhar dinheiro suficiente e sustentar seus filhos.

A História Real: Joy Mangno não inventou o “esfregão milagroso” e teve ela mesma vender em rede nacional. E é isso.

A Joy da vida real se formou em administração na Pace University. Seu marido era um amigo da universidade e eles tiveram três filhos.
Depois do divórcio, ela se mudou para uma pequena casa com seus filhos. Joy logo inventou o esfregão, que aliviou seus problemas financeiros. Deu muito certo e então ela começou sua própria companhia e agora é dona de centena de patentes.

Nenhum dos dramalhões presentes no filme aconteceram na vida real de Joy. Sua meia-irmã (uma parte chave para vários pontos incluidos pelo escritor e diretor David O. Russell) nem mesmo existiu! A Joy da vida real não foi ao inferno para conseguir vender seu produto. Ela basicamente resolveu seus problemas financeiros no dia em que começou a produzir seu esfregão.

Topismos: 15 ótimos filmes sobre alienígenas

Olá terráqueos! Hoje abordarei um tema com muita diversidade no cinema e com muito filme bom, indicado pela nossa amiga Thamires, que é filmes com alienigenas, acho que esse foi o topismo mais difícil de se fazer porque realmente tem muita coisa boa sobre o assunto, por isso aumentei um pouco o número de filmes, quinze ao invés de dez, como é tradicionalmente. Tem muito filme, série, documentário e artigo sobre isso porque todo mundo adora esse assunto. Saber se há ou não vida no espaço e que tipo de vida há lá fora é uma das grandes diversões dos seres humanos, e não poderia ser diferente no cinema. Sem mais delongas vamos aos filmes:

15 – Fogo no Céu (1993, Robert Lieberman)

Esse filme é um clássico das tardes dos anos 90 e além disso ele é baseado em uma história verdadeira. Eu não tô doido gente, o cara que disse ter sido abduzido pelos aliens e passado por tudo o que o personagem passou é uma pessoa real, agora se o que aconteceu procede ou não talvez nunca saberemos. O filme é muito obscuro e bizarro e mostra os aliens fazendo vários experimentos no corpo do humano abduzido, e se encaixa perfeitamente em muitos casos de abdução alienígena contados nos EUA. Não deixa de ser um universo paralelo também, já que eu acho que fariamos o mesmo que foi feito ao personagem com um extra-terrestre caso encontrassemos algum;

 

14 – Independence Day (1996, Roland Emmerich)

Um dos filmes mais conhecidos da lista, completou 20 anos em 2016 e ganhou uma continuação no mesmo ano. Se tornou um grande clássico após passar a exaustão nas tardes de domingo da rede globo. Os aliens do filme não tem muito contato com os humanos e só querem os nossos recursos, nada de paz (a única fala de um alien no filme é paz? paz não) . Além disso tem muita ação com Will Smith e perseguição de naves. Um blockbuster de primeira linha;

 

13 – O Dia Em Que A Terra Parou (1951, Robert Wise)

Totalmente diferente do filme anterior, nesse temos um alienígena que vem em busca de paz entre os povos e pede o fim da violência e o fim da corrida armamentista. Claro que o filme funcionou como uma crítica aos EUA e sua corrida maluca com a Russia para saber quem tinha mais poder de fogo. É um dos mais importantes filmes de alienígenas que existem e ganhou uma refilmagem esquecível em 2008;

 

12 – K-Pax (2001, Iain Softely)

K-Pax é um extra-terreste infiltrado no nosso planeta que se encontra em uma clinica psiquiatrica. Será que ele é apenas um louco ou é um E.T. disfarçado mesmo? É nisso que o filme todo gira, e é impressionante como consegue manter um bom suspense e expectativa e não cansar o telespecator. Nem mesmo quando o grande plot é revelado a temos a expectativa abaixada. Sem contar é claro com os sempre excelentes Jeff Bridges e Kevin Spacey dando um show no elenco;

 

11 – O Homem Que Caiu na Terra (1976, Nicolas Roeg)

Já falei um pouco sobre esse filme quando perdemos David Bowie no ano passado nesse post, mas não poderia deixar de citá-lo aqui novamente pois é um filme extremamente critico e conta com um protagonista que realmente não era desse planeta. Vale a pena conferir;

 

10 – E.T. – O Extraterreste (1982, Steven Spielberg)

Muitos dizem que E.T. é a obra-prima de Spielberg. Eu não sei se isso é verdade, mas certo mesmo é que ele conseguiu unir crianças e adultos e fazer ambos gostarem por décadas dessa criatura de outro planeta mas que é tão fofa e dócil. E.T. abriu as portas para a exploração desse nicho de filmes com aliens que não eram ameaças mas sim criaturas indefesas e em busca de amizade. É um filme que tem que ser visto por qualquer pessoa que gosta de saber mais sobre o cinema como um todo;

 

9 – Sinais (2002, M. Night Shyamalan)

Ainda na época em que o Shyamalan fazia bons filmes, Sinais é uma ode a fé que usa criaturas de outro planeta para espalhar sua mensagem. O filme tem um suspense muito gostoso de assistir além de boas atuações do elenco inteiro. Além de ter feito crianças do Brasil todo ficarem com medo após uma cena muito real onde um alien teria sido visto no Rio Grande do Sul;

 

8 – Distrito 9 (2009, Neil Blomkamp)

É mais um filme que usa os aliens para traçar um paralelo com a nossa sociedade. No longa os alienígenas pousam na África do Sul após sua nave ter quebrado, mas são criaturas marginalizadas pelos seres humanos e vivem a margem da sociedade, que tenta os controlar e os manter na linha;

 

7 – Sob a Pele (2013, Jonathan Glazer)

Outro filme critico, só que desta vez de maneira bem sutíl. Sob A Pele é uma obra-prima que utiliza um alien disfarçado para apontar os problemas dessa sociedade que só enxerga as pessoas por fora e não dá a minima pra quem você é, desde que tenha um corpo e um rosto bonito;

 

6 – A Guerra dos Mundos (1953, Byron Haskin)

Um dos filmes mais importantes do cinema, o conto de H.G. Wells quando lido no rádio por Orson Welles causou pânico e desordem na população dos EUA. Depois desse episódio, que foi considerado um sucesso pelos roteiristas, nada melhor do que trazer essa história para o cinema não é?
O filme conta a história de uma invasão de alienígenas hostis que estão capturando todos os seres humanos que encontram pela frente, e nada parece os deter;

 

5 – Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977, Steven Spielberg)

Novamente Spielberg. Este filme é anterior a E.T. – O Extraterreste e o Spielberg estudou muito com ufologistas e outros estudiosos da área antes de produzi-lo. O resultado foi um dos melhores filmes do gênero ainda hoje. O longa conta a história de pessoas que começam a ter alucinações e ouvir coisas estranhas, que são mensagens de outro planeta. Todos são levados até uma montanha onde algo está para acontecer;

 

4 – O Enigma do Outro Mundo (1982, John Carpenter)

Esse filme está sempre por aqui (porque ele é muito bom!), eu já falei sobre ele no topismo de filmes mais assustadores do cinema e falarei novamente.
O Enigma do Outro Mundo é um filme sobre um alien nada amigável infiltrado em uma base no alaska. Quando é descoberto o pânico toma conta do lugar. O filme é dirigido pelo grande John Carpenter e é também um dos maiores clássicos do terror no cinema;

 

3 – O Predador (1987, John McTiernan)

Esse filme uniu os blockbusters de ação dos anos 80 com os filmes mais cults e conceituais também da década. Ele une o útil ao agradável e o resultado que temos é um dos personagens mais queridos do cinema até hoje.
O Predador é um alienígena muito inteligente, dotado de força e tecnologia de um planeta distante que vem para as selvas da América em busca de caçar seres humanos, e só uma equipe com os melhores soldados (que inclui Arnold Schwarzenegger poderá dete-lo;

 

2 – Alien: O Oitavo Passageiro (1979, Ridley Scott)

Outro que se tornou um dos personagens mais queridos do público, o Xenomorfo é uma criatura bizarra dotada de muita força e agilidade, e que acabou adentrando uma nave espacial em um planeta distante. Alien já se tornou um clássico do cinema e também da cultura pop e ganhou muitas sequências (inclusive a última: Alien Convenant está para entrar em cartaz nos cinemas);

 

1 – Contato (1997, Robert Zemeckis)

Muito mais do que um filme sobre alienígenas, Contato fala sobre moral e ética, sobre a física e é um dos filmes mais próximos a realidade que temos hoje em dia. É uma adaptação do livro do gênio Carl Sagan, que ajudou a equipe do filme nas questões técnicas, mas acabou morrendo antes de o longa ser finalizado. O conflito entre ciência e religião presente no filme é o que mais chama atenção, até pelo caminho que nossa sociedade traça nos dias de hoje, enfim, uma grande obra que merece ser vista e revista várias vezes.

 

 

Obs.: Sei que muita gente gosta do tema e que muitos vão questionar muito as posições em que os filmes se encontram, discordar, talvez até xingar hahaha, mas eu apenas tentei unir o que há de melhor nesse mundo, e desafio todos a assistirem esses grandes filmes 😉

 

Os curtas do Oscar 2017

Finalmente depois de muita espera consegui ver todos os curtas concorrentes ao Oscar 2017 para falar um pouquinho deles pra vocês.
Os curtas estão disponíveis para compra no serviço on demand do vimeo, e se você quiser comprar, o custo é de U$12.99.

Esse ano tivemos curtas abordando vários temas, sempre com muita qualidade e muita técnica, mas cortando o papo vamos ao que interessa:

 

Mindenki (2016, Kristóf Deák)

Curta hungaro que conta a história de um coral onde os alunos sem talento para o canto são proibidos de cantar pela professora, apenas devem mexer suas bocas, fingindo o canto. Até que uma das alunas mais talentosas descobre o que estava acontecendo.
Eu acho que posso dizer que é um curta muito legal, com um final que vai te deixar com um sorriso de orelha a orelha;

 

Silent Nights (2017, Aske Bang e Kim Magnusson)

Passada na Dinamarca, a história gira em torno de uma dinamarquesa que se voluntariou no abrigo de pessoas de rua e um imigrante ilegal de Gana.
O curta aborda muitos temas importantes como o racismo, os imigrantes, alcoolismo e também o amor no meio de tudo isso. Em 30 minutos consegue expressar um bom ponto em cima de todos esses temas, o que é realmente incrível!

 

La Femme et le TGV (2016, Timo Von Gunten)

O curta conta a história de uma mulher que acena todo dia a bandeira da Suiça quando o trêm da empresa TGV passa em sua janela, até que ela recebe um retorno inesperado.
Eu fiquei impressionado sobretudo com a fotografia do curta, que bate de frente com muito filme longa metragem, e mostra a beleza da Suiça. O roteiro aborda discretamente a questão da velhice, mas se sai muito bem;

 

Ennemis Intérieurs (2016, Selim Azzazi)

Se eu fosse apostar em um vencedor para a categoria, seria esse.
O curta gira em torno de uma entrevista para que um homem consiga sua cidadania francesa, mas o que parecia simples se torna um interrogatório cruel e severo.
Aborda o tema da imigração, do terrorismo, do medo sofrido na Europa, na França pós ataques sofridos no ano de 2016 pelo país, e como isso pode ferir pessoas comuns. É muito bom técnicamente também, mas é o roteiro que me deixou de boca aberta;

 

Timecode (2016, Juango Gimenéz Peña)

Bastante artístico e inesperado eu diria, Timecode vai aos pouco nos tirando um sorriso do rosto depois de causar estranheza a principio, só assistindo mesmo para entender. O curta foi apresentado em Cannes no ano passado e tbm é forte concorrente na briga.

 

Um bom oscar para todos e até ano que vem com a loucura que é correr atrás de curta-metragens por aí 😉

Os documentários em curta-metragem do Oscar 2017

Pouca gente dá muita bola para os curtas e mais ainda para os documentários em curta-metragem, mas tenho certeza que assim como eu fiz, muitos estão se matando para encontrar os filmes e assistí-los, então vamos falar um pouco sobre eles.

Esse ano temos um assunto predominante em três dos cinco indicados: A guerra na Síria. E não poderia ser diferente. O guerra está aí há alguns anos já e não pode mais ser ignorada. Outro ponto importante é que a Netflix pode finalmente ganhar seu primeiro Oscar, pois dois dos indicados são suas produções e vem forte para a disputa.
Vamos então falar um pouco sobre cada um:

 

Joe’s Violin (2016, Kahane Cooperman)

O curta conta a história de um violino que foi doado para uma escola de música em Nova York, porém não é um violino qualquer, ele tem uma grande história pra contar, e é nisso que se concentra a narrativa.
Com certeza esse é o mais emocionante entre os indicados, onde o coração e os sentimentos falam mais alto, além claro de mostrar como a música rompe fronteiras e une pessoas que nunca pensaram em se encontrar antes;

 

Watani: My Homeland (2016, Marcel Mettelsiefen)

Esse é um curta alemão que mostra a trajetória de alguns integrantes de uma família de Aleppo até a Alemanha. É interessante o trajeto, todas as etapas, passando pela Turquia, depois indo para Alemanha, porém esse processo no curta parece ser muito simples, muito fácil, o que não é verdade, além de também em alguns pontos parecer uma propaganda nacionalista alemã. É o curta com mais problemas entre os indicados, o mais simples também;

 

Extremis (2016, Dan Krauss)

Extremis tem duração de 24 minutos mas consegue mexer com o espectador, fazer roer as unhas e discutir com a família depois de assistir. Um dos curtas da Netflix na disputa, Conta um pouco do dia a dia de uma equipe de médicos que lida com pacientes da UTI ligados a aparelhos para sobreviver, e como é difícil ajudar as famílias dos pacientes nesses momentos, sendo muito mais do que médicos. Poderia vencer o Oscar sem problemas;

 

4.1 Miles (2016, Daphne Matziaraki)

Outro curta que trata da questão dos refugiados, mas especificamente sobre os resgates que são feitos pela guarda costeira da Grécia a barcos que naufragam perto da costa com um número absurdo de pessoas que deram tudo o que tinham para navegar até ali em condições extremas. O curta é extremamente emocionante e mostra a realidade cruel dos refugiados, além da pressão sofrida pelos marinheiros que fazem resgates desse gênero quase que todos os dias;

 

Os Capacetes Brancos (2016, Orlando Von Einsiedel)

Gravado em Aleppo, o documentário da Netflix mostra o exército de voluntários de resgate a bombardeios civis chamado de “Capacetes Brancos” por conta de seus capacetes que são nessa cor.
É um curta muito bem feito que mostra dentro de Aleppo parte do que está acontecendo e quem são aquelas pessoas que estão tentando salvar o país. Em certo momento a ação esfria um pouco para dar atenção ao treinamento dos soldados na Turquia, o que prejudica um pouco o curta.
Tem tudo para vencer o Oscar e dar pela primeira a estatueta para a locadora vermelha.

 

Será que veremos um Oscar da Netflix tão cedo? Só saberemos dia 26.

The House | Confira o trailer da divertida comédia com Will Ferrell e Amy Poehler

Você já pensou em abrir um cassino clandestino para pagar os estudos da faculdade de sua filha? Pois é, essa foi a ideia que Will Ferrell e Amy Poehler tiveram, e é o que veremos em The House, que tem data de estréia marcada para o fim de junho. Você pode conferir o trailer abaixo:

 

A direção fica por conta de Andrew Jay Cohen, que roteirizou as duas sequências de Os Vizinhos e também o filme Os Caça-Noivas.

Cary Fukunaga pode dirigir “Shockwave”, drama sobre a bomba atômica

Segundo o Hollywood Reporter, Cary Fukunaga, conhecido por ter dirigido a fantástica primeira temporada de True Detective e o filme Beasts of No Nation da Netflix, está em negociações com a Universal Studios para dirigir “Shockwave”, drama que vai adaptar livro escrito em 2005, e que fala sobre as três últimas semanas antes da primeira bomba atômica “Little Boy” ser jogada em Hiroshima. O longa será contado sob o ponto de vista dos cientistas, dos pilotos e também das vítimas. O filme não tem data prevista para iniciar as filmagens.

Fukunaga no momento se prepara para as filmagens de Maniac, um drama de fantásia que será estrelado por Jonah Hill e Emma Stone.

Os curtas de animação do Oscar 2017

Muita gente esquece dos curta metragens durante a época de premiações, mas para os amantes desse gênero é um prato cheio de coisa boa para experimentar e se deliciar. Tenho a impressão de que esse ano foi mais fácil encontrar os curtas para assistir do que em edições anteriores do oscar onde os indicados apenas haviam sido disponibilizados em festivais como o anima mundi. Mas vamos ao que interessa, um raio-x dos curtas de animação concorrentes ao Oscar em 2017:

 

Vaysha, A Cega (2016, Theodore Ushev)

com um traçado relativamente simples, o curta aposta em seu roteiro para levar a estatueta para a casa. Baseado em um conto antigo, conta a história de Vaysha, a menina que nasceu com um olho onde enxerga apenas o passado e outro aonde enxerga apenas o futuro em tudo o que vê. Só por essa introdução acho que já dá pra imaginar o quão poético é o curta não é mesmo?

 

Pear Cider and Cigarettes (2016, Robert Valley)

Pear Cider and Cigarrettes tem um traçado bem comum, bem parecido com “Valsa com Bashir”, mas com toda uma atmosfera psicodélica e uma trilha sonora de deixar qualquer fã de um bom rock feliz. O curta conta a história de Techno, e sua vida totalmente sem freios contada pelo seu melhor amigo Robert.
Acho que é um curta que se perde um pouco do meio pra frente, mas é de muita qualidade e mereceu sim um lugarzinho entre os indicados;

 

Borrowed Time (2015, Andrew Coats e Lou Hamou-Lhadj)

O curta que arrebatou o meu coração. me deixou sentado no canto escuro chorando.
Sério, esse curta é com certeza o mais dramático da lista e que contém a melhor e mais triste história. Sem contar a já conhecida técnica computadorizada de animação, muito bem empregada aqui. Conta a história de um xerife que retorna a um local conhecido de seu passado, sem mais;

 

Pearl (2016, Patrick Osborne)

Pearl é um curta inovador, assim podemos definir. A primeira animação em 360 graus, para ser assistida usando um VR ou mesmo pelo youtube no seu computador. Dá pra se ver um futuro não tão distante assistindo a essa animação, e claro, é isso que a leva ao Oscar. Se ganhar não posso dizer que foi desmerecido, mas conhecendo bem a academia digo que eles não dão a estatueta para filmes a frente de seu tempo, rs;

 

Piper (2016, Alan Barillaro)

O mais conhecido dos curtas e também um o favorito na disputa. Piper conta com a qualidade e o renome (e o lobby) da disney pixar, além de ter sido exibido antes do filme “Procurando Dory”, o que o deixou extremamente conhecido do público. Mas não podemos ser injustos, a animação é fantástica e extrapola até os níveis das animações do estúdio, além de apresentar um personagem muito fofo e querido.

 

Será que é barbada ou vamos ter surpresas? 😉