Indicados ao Oscar 2017

Saiu a tão esperada lista de filmes indicados ao maior prêmio do cinema americano, e como sempre muitas surpresas e decepções.

 

Melhor Filme

A Chegada
Cercas
Até o Último Homem
A Qualquer Custo
Estrelas Além do Tempo
La La Land
Lion
Manchester à Beira-Mar
Moonlight

 

Melhor Diretor

Denis Villeneuve – A Chegada
Mel Gibson – Até o Último Homem
Damien Chazelle – La La Land
Kenneth Lonergan – Manchester à Beira-Mar
Barry Jenkins – Moonlight

 

Melhor Ator

Andrew Garfield – Até o Último Homem
Casey Affleck – Manchester à Beira-Mar
Denzel Washington – Cercas
Ryan Gosling – La La Land
Viggo Mortensen – Capitão Fantástico

 

Melhor Ator Coadjuvante

Dev Patel – Lion
Jeff Bridges – A Qualquer Custo
Lucas Hedges – Manchester à Beira-Mar
Mahershala Ali – Moonlight
Michael Shannon – Animais Noturnos

 

Melhor Atriz

Isabelle Huppert – Elle
Ruth Negga – Loving
Natalie Portman – Jackie
Emma Stone – La La Land
Meryl Streep – Florence: Quem é Esta Mulher?

 

Melhor Atriz Coadjuvante

Viola Davis – Cercas
Naomie Harris – Moonlight
Nicole Kidman – Lion
Octavia Spencer – Estrelas Além do Tempo
Michelle Williams – Manchester à Beira-Mar

 

Melhor Fotografia

A Chegada
La La Land
Lion
Moonlight
Silêncio

 

Melhor Roteiro Original

A Qualquer Custo
La La Land
O Lagosta
Manchester à Beira-Mar
20th Century Women

 

Melhor Roteiro Adaptado

A Chegada
Moonlight
Estrelas Além do Tempo
Lion
Cercas

 

Melhor Animação

Kubo e As Cordas Mágicas
Moana
A Tartaruga Vermelha
Zootopia
Minha Vida de Abobrinha

 

Melhor Documentário

Fogo no Mar
I Am Not Your Negro
Life, Animated
O.J.: Made in America
A 13ª Emenda

 

Melhor Filme Estrangeiro

Terra de Minas  – Dinamarca
Um homem Chamado Ove – Suécia
O Apartamento – Irã
Tanna – Austrália
Toni Erdmann – Alemanha

 

Documentário em Curta-Metragem

Extremis
4.1 Miles
Joe’s Violin
Watani: My Homeland
Os Capacetes Brancos

 

Melhor Filme em Curta-Metragem

Ennemis Intérieurs
La Feeme et le TGV
Silent Nights
Sing
Timecode

 

Melhor Animação em Curta-Metragem

Blind Vaysha
Borrowed Time
Pear Cider and Cigarettes
Pearl
Piper

 

Melhor Figurino

Aliados
Animais Fantásticos e Onde Habitam
Florence: Quem é Essa Mulher?
Jackie
La La Land

 

Melhor Design de Produção

A Chegada
Animais Fantásticos e Onde Habitam
Ave, César
La La Land
Passageiros

 

Melhor Edição

A Chegada
Até o Último Homem
A Qualquer Custo
La La Land
Moonlight

 

Melhor Maquiagem e Penteado

Um Homem Chamado Olive
Star Trek: Beyond
Esquadrão Suicida

 

Melhor Trilha Sonora

Jackie
La La Land
Lion
Moonlight
Passageiros

 

Melhor Canção Original

“Audition (The Fools Who Dream)” – La La Land
“Can’t Stop The Feeling” – Trolls
“City of Stars” – La La Land
“The Empty Chair” – Jim: The James Foley Story
“How Far I’ll Go” – Moana

 

Melhor Edição de Som

A Chegada
Horizonte Profundo
Até o Último Homem
La La Land
Sully

 

Melhor Mixagem de Som

A Chegada
Até o Último Homem
La La Land
Rogue One: Uma História Star Wars
13 Horas

 

Melhores Efeitos Especiais

Horizonte Profundo
Doutor Estranho
O Livro da Selva
Kubo e As Cordas Mágicas
Rogue One: Uma História Star Wars

Topismos: 10 filmes do cinema noir

Hoje, por sugestão do amigo Bernardo, vou falar do gênero de cinema que considero o mais charmoso de todos: Os filmes noir.

Os filmes noir são caracterizados em sua maioria no visual pelo preto e branco contrastante, nos roteiros que que quase sempre são histórias policiais, com narração do personagem principal da trama e por suas reviravoltas mirabolantes, reflexo dos livros de gênero policial e investigativo da época da depressão.
Mas o que é curioso é que a iluminação dessa maneira icônica não foi algo pensado. A maioria desses filmes foi rodado durante ou depois da segunda guerra mundial e os estúdios não dispunham de muito dinheiro para as produções, contando com corte de gastos até mesmo nas luzes, o que causou  esse resultado. Curiosidades a parte, vamos a nossa lista:

 

10 – O Falcão Maltês (1941, John Huston)

Clássico noir filmado ainda no perido em que acontecia a segunda guerra mundial, conta com o astro Humphrey Bogart e uma história policial envolvendo um falcão, uma jóia e um investigador. Um clássico roteiro noir;

 

9 – Pacto de Sangue (1944, Billy Wilder)

Wilder escreveu alguns dos filmes noir mais importantes do cinema, esse é um deles. Depois desse filme, o roteiro de tão bom se tornou um clichê nos dias de hoje. O filme conta a história de um vendedor de seguros que foi seduzido por uma mulher e induzido a matar seu marido e fazer todos pensarem que foi um acidente para ambos ficarem com o seguro. (já viu isso em algum lugar né?);

 

8 – Interlúdio (1946, Alfred Hitchcock)

Interlúdio ficou marcado pelas grandes atuações de Cary Grant e Ingrid Bergman, além de ser também bem conhecido por aqui por parte da sua história se passar no Rio de Janeiro, mas contém um roteiro noir centrado em conspirações pós-guerra. Não é o filme mais famoso de Hitchcock e nem o gênero que o marcou como um dos maiores diretores da história, mas é muito importante para o cinema noir;

 

7 – Ilha do Medo (2010, Martin Scorsese)

Martin Scorsese produziu esse filme para homenagear o gênero que havia sido esquecido na década de 90 e 2000. O filme acabou surpreendendo muita gente e entrando para os melhores do cinema noir, mesmo não tendo suas caracteristicas visuais. A atuação de Leonardo DiCaprio em mais uma dobradinha com o diretor foi ponto chave para o sucesso do longa;

 

6 – Gilda (1946, Charles Vidor)

Além de ser um dos clássicos mais notáveis do cinema e considerado um filme obrigatório para qualquer um que se diga um amante da sétima arte, Gilda é um dos melhores filmes noir lançados no pós-guerra, contando com uma atuação incrivel de Rita Hayworth;

 

5 – O Grande Golpe (1956, Stanley Kubrick)

Que Kubrick é um gênio do cinema todo mundo está cansado de saber, mas muita gente não sabe que ele também foi um grande diretor de filmes noir. Em O Grande Golpe, é apresentado mais uma vez o roteiro do assalto perfeito (que ficaria tão saturado anos mais tarde) que acaba saindo pela culatra com um fato não esperado.
O filme marca também o pioneirismo de Kubrick ao retratar uma narrativa não-linear, tipo de roteiro que ficaria mundialmente conhecido na década de 90 pelas mãos de Quentin Tarantino;

 

4 – Crepúsculo dos Deuses (1950, Billy Wilder)

Aqui temos a obra-prima de Wilder no cinema noir. e um de seus melhores filmes. Se tornou maior que seu próprio gênero por usar uma metalinguagem inteligentissima. Outro filme obrigatório para um amante do cinema;

 

3 – Los Angeles: Cidade Proibida (1997, Curtis Hanson)

Este foi outro filme que não tinha a pretensão de ser um noir mas acabou entrando para o gênero pelas caracteristicas do roteiro.
É uma adaptação genial, com um elenco cheio de estrelas da década de 90 que não fizeram menos do que se esperava. Um filme denso, reflexivo e arrebatador;

 

2 – Chinatown (1974, Roman Polanski)

Jack Nicholson e Faye Dunaway entregaram uma das melhores atuações de suas vidas nesse filme, enquanto que Roman Polanski dirigia um romance investigativo definitivo para a década de 70.
Chinatown não é um filme em preto e branco, mas suas caracteristicas noir estão presentes desde o seu início, quando ainda estamos nos créditos, até o seu melancólico fim;

 

1 – O Terceiro Homem (1949, Carol Reed)

Não é qualquer filme que pode contar com Orson Welles em seu elenco não é mesmo? Isso foi privilégio para poucos e esse filme é um deles. Considerado por muitos o suprasumo do cinema noir, tem suas principais caracteristicas visuais e de roteiro, apresentando uma história de tirar o folêgo. Não posso dizer que esse é o melhor filme noir pela subjetividade da arte e por não ter assistido a todos os filmes do gênero ainda (acho que nunca conseguirei isso) mas se eu pudesse escolher, seria esse.

 

Espero que tenham gostado da lista e que façam mais sugestões de temas para listar bons filmes e falar sobre eles. E não se esqueça de curtir o Lion Movies nas redes sociais. Até a próxima!

Nova temporada de Better Call Saul só chega em Abril

A todos que estavam ansiosos se perguntando sobre as informações da terceira temporada de Better Call Saul, essa espera terminou. Porém, a ansiedade para assistir a terceira temporada vai durar um pouco mais do que o esperado. Isso mesmo, porque a AMC anunciou que a data de estréia da nova temporada será apenas no dia 10 de abril, e não mais no começo de fevereiro como foram nas outras duas anteriores. A Netflix continuará exibindo a série um dia depois da exibição pelo canal AMC nos Estados Unidos.

Já foi confirmado essa temporada trará o retorno do personagem Gus Fring, de Breaking Bad, e podem acontecer outras aparições durante a temporada. Será que é dessa vez que Jimmy McGill vai finalmente se tornar Saul Goodman? Não há outra alternativa a não ser esperar.

Abaixo você pode conferir o teaser da terceira temporada liberado pela AMC:

Topismos: As 10 melhores animações em stop motion

Olá crianças, vamos brincar de massinha?
Ao contrário da introdução infantil, hoje falaremos de uma técnica de cinema bem difícil de ser utilizada, o stop motion. Foi uma sugestão da minha amiga e também autora neste site, a Helloise.
Como eu disse antes, o stop motion é uma técnica que utiliza modelos de massa e madeira de árvores para fazer animações e muitas técnicas de fotografia em sua composição, além do que para executar os movimentos dos personagens pode levar dias, e consequentemente meses parar terminar um projeto.

Sem mais explicações vamos a lista desses maravilhosos filmes:

 

10 – Frankenweenie (2012, Tim Burton)

frankenweenie

Tim Burton é um entusiasta da técnica e já dirigiu ou produziu vários filmes a utilizando. Frankweenie é uma animação baseada em um curta-metragem de mesmo nome do diretor, lançado em 1984. Como o titulo presume, o filme fala sobre um menino que tenta trazer a vida seu cãozinha através da ciência. Mas não se engane, ele não é apenas uma animação qualquer, para quem ama animais, principalmente cães (como eu) o filme pode ser um mar de emoções. O interessante é que este filme não utiliza apenas as técnicas clássicas de stop motion, mas também alia tecnologias gráficas bem atuais para produzir alguns efeitos;

 

9 – Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais (2005, Nick Park e Steve Box)

wallace-e-gromit

Wallace & Gromit surgiram pela primeira vez em um curta-metragem chamado “O Dia de Folga”, no ano de 1989, e continuaram aparecendo em vários outros projetos, como uma série de TV e outros curtas e longas. Os filmes de Wallace & Gromit venceram o Oscar de melhor animação três vezes, sendo a útima delas em 2006, com “A Batalha dos Vegetais”. A interação entre os dois personagens é muito engraçada e eles sempre arrancam muitas risadas;

 

8 – A Floresta Mágica (1954, John Paul)

hansel-e-gretel

É uma versão em stop motion da Ópera Humperdinck, mais conhecida como a história de João e Maria. O filme foi todo feito em stop motion e demonstra uma qualidade extrema para a época em que foi filmado;

 

7 – A Fuga das Galinhas (2000, Nick Park e Peter Lord)

fuga-das-galinhas

Não é mera coincidência a semelhança entre os personagens desse filme e de Wallace e Gromit, afinal ambos foram criados por Nick Park, e pode-se dizer que este filme fez um maior sucesso global do que a dupla. A galinha Ginger, o galo Rocky e as galinhas do galinheiro são extremamente engraçadas e o filme traça em paralelo uma bela critica entre a sociedade. Se você nunca assistiu a essa pérola, não perca tempo;

 

6 – A Noiva-Cadáver (2005, Mike Johnson e Tim Burton)

noiva-cadaver

Mais um filme de Tim Buron na lista. Dessa vez um dos mais queridos de seus fãs, que cresceram assistindo a essa animação. No filme Victor Van Dorst (Johnny Depp) se casa por engano com a Noiva Cadáver, que o leva para o mundo dos mortos, um mundo mais divertido do que você pode imaginar. Aos poucos Victor vai sendo seduzido pela animação do lugar. É um filme muito divertido e muito bem feito também;

 

5 – O Estranho Mundo de Jack (1993, Henry Selick)

o-estranho-mundo-de-jack

O filme é baseado em um poema escrito por Tim BurtonNele Jack é um ser fantástico que vive na cidade do Halloween, mas lhe é mostrado a festividade do natal, resolve que o lugar precisa de realizar a festa também, contrariando a cidade toda. Esse filme é muito bem feito também e gerações o amam. É quase um crime para quem gosta dele o criticar (rs). É uma pena que no Brasil não temos uma festa como o Halloween (típica dos EUA), ou então o significado do filme seria melhor ainda para nós;

 

4 – Vincent (1982, Tim Burton)

vincent

Primeiro trabalho do diretor no cinema, este curta-metragem faz uma homenagem ao ator Vincent Pride. Considero este um dos melhores trabalhos de Burton em toda sua filmografia, pela pureza e ao mesmo tempo qualidade. Obrigatório para qualquer fã do diretor mais sombrio e cinza de Hollywood;

 

3 – O Fantástico Sr. Raposo (2009, Wes Anderson)

raposo

O filme além de ser engraçado, consegue transportar toda a alma, cores e a alma dos filmes de Wes, que tem uma originalidade que poucos tem hoje no cinema. O filme levou o Oscar de melhor animação. Conta a história do Sr. Raposo, uma raposa que está sendo perseguida por três fazendeiros que já não aguentam mais seus roubos. É hilário;

 

2 – Coraline e o Mundo Secreto (2009, Henry Selick)

coraline

Coraline é uma das animações mais perturbadoras que já vi. Não me levem a mal, o filme é excelente, mas dá um certo medo. No filme, a menina descobre uma dimensão paralela em buraco de seu quarto, onde vivem uma versão muito melhor de seus pais, mas nem tudo é o que parece;

 

1 – Mary e Max (2009, Adam Elliot)

mary-and-max

2009 foi mesmo o ano das melhores animações em stop motion. Para muitos que viram esse filme não era surpresa ele estar figurando no primeiro lugar dessa lista. Mary e Max é um drama doce, delicado, triste, amargo… e por aí vai. Ele é um grande misto de emoções. É difícil encontrar alguém que não se emocionou pelo menos um pouco com esta bela história de amizade, que aborda tantos temas diferentes e necessários de serem discutidos pela sociedade. Enfim, não tem como ele não estar nessa posição.

 

Gostaram da lista? Conhecem mais algum filme do gênero? Se sim, deixem nos comentários no site ou em nossas redes sociais. Até o próximo topismo!

50 anos de Adam Sandler: Vida e obra

Hoje, na data em que este post está sendo escrito, dia 09/09/2016 Adam Sandler completa 50 anos de idade. O ator e comediante faz meio século de vida e nada mais justo do que traçar um raio-x por sua vida e sua carreira, para assim entender (ou tentar entender) porque este é um dos atores mais polêmicos da atualidade e porque tantos o amam e tantos o odeiam. Vamos lá.

 

O Início

Adam Sandler nasceu em 1966 no Brooklyn em Nova York, mas foi criado na cidade de Manchester, em New Hampshire. Ele nasceu em família judia e se formou em 1988 na Universidade de Nova York. Ele começou fazendo shows de stand-up, assim como muitos outros comediantes, lá pelo ano de 1983, com 17 anos. Em 1990, foi contratado para ser roteirista do Saturday Night Live e em 1991 passou a integrar o elenco junto com os comediantes Chris Farley, Tim Meadows, Chris Rock, Rob Schneider, David Spade, e Julia Sweeney (todos estreantes).

Abaixo temos um trecho de um show stand-up que Adam fez em Montreal, no Canadá, nos anos 80 (o aúdio é sofrível, mas vale a pena):

 

E aqui um de seus personagens mais famosos do Saturday Night Live, o Opera Man, já na década de 90:

 

A Saída do SNL e o começo da carreira no cinema

Enquanto estava no Saturday Night Live Sandler participou de alguns filmes, como a ponta em “Cônicos & Cômicos” (Coneheads) de 1993 e o filme “Os Cabeças-de-Vento” (Airheads) de 1994, onde compartilhou o papel de protagonismo com Brendan Fraser e Steve Buscemi. Mas foi em 1995 que decidiu deixar o elenco do show para se dedicar inteiramente a sua carreira no cinema, e foi aí que ele começou a estrelar os filmes de comédia que o fizeram ser amado pelo público.

No ano de 1995 ele estrela a comédia Billy Madison, na qual fazia papel de “uma criança de 28 anos”, e logo depois, no ano de 1996 estrelou Happy Gilmore, onde fazia um jogador de hóquei que decide largar tudo para jogar golfe.
Além de ator, Adam também foi o roteirista dessas duas comédias.

Nos anos seguintes continuou fazendo muito sucesso com “A Prova de Balas“, contracenando ao lado de Damon Wayans (o Michael Kyle de Eu, A Patroa e as Crianças), “Afinado no Amor“, seu primeiro trabalho ao lado de Drew Barrymore, e, adiciono uma nota pessoal aqui, um dos meus filmes preferidos, e por fim “O Rei da Água“.

weeding-singer

Adam Sandler e Drew Barrymore em “Afinado no Amor”, de 1997

 

A Produtora Happy Madison

Logotipo da produtora de Adam (provavelmente você já o viu em um de seus filmes)

Logotipo da produtora de Adam (provavelmente você já o viu em um de seus filmes)

Em 1999, fundou sua própria produtora, a Happy Madison, junção do nome de seus dois primeiros filmes como protagonista e roteirista, Billy Madison e Happy Gilmore. A partir daí, quase todas as comédias estreladas por ele foram feitas pela produtora (com algumas exceções que falaremos mais abaixo), além de produzir também filmes de seus amigos Rob Schneider, Kevin James e David Spade. As principais comédias estreladas por ele nesse período foram: “O Paizão”, que se tornou um dos filmes mais queridos do ator, por conta de sua atuação ao lado dos pequenos gêmeos Cole e Dylan Sprouse;  “Little Nick – Um Diabo Diferente”, onde contracenou com Harvey Keitel e Reese Whiterspoon; “A Herança de Mr. Deeds”, no qual fez par romântico com Winona Ryder; “Tratamento de Choque”, com Jack Nicholson; “Como Se Fosse A Primeira Vez”, novamente com Drew Barrymore após sete anos (esse um dos mais queridos de toda uma geração); “Golpe Baixo”, filme que uniu muitos outros comediantes como Chris Rock e Terry Crews e também é muito querido pelo público; e finamente, “Click”, que recebeu criticas diversas tanto do público quanto da critica. Muita gente adora o filme e até chora assistindo, mas muitos também começaram a não gostar mais do trabalho de Adam daí pra frente.
Essa sem duvida alguma foi a melhor fase na carreira do ator.

Os filmes que o público mais ama

Os filmes que o público mais ama

 

A veia dramática

Muitos atores de comédia tem uma veia dramática fortíssima e se dão muito bem quando fazem papéis desse gênero, e não foi diferente com Adam Sandler. Em 2002 ele atuou no filme “Embriagado de Amor” de Paul Thomas Anderson e não somente arrancou grandes elogios da crítica como também foi indicado ao Globo de Ouro como melhor ator.

Em 2007 voltou a fazer um papel dramático no excelente “Reine Sobre Mim”, contracenando ao lado de Don Cheadle e Liv Tyler. Dessa vez não foi tão notado pela critica e nem concorreu a prêmios, mas com certeza é sua atuação mais dramática na carreira.

Voltou ao drama em 2009 com “Tá Rindo do Que?”, quando interpretou um comediante que se vê com um câncer terminal. Esse filme não é tão dramático quanto os outros dois e Adam não está tão convincente no papel, mas pode-se dizer que é um bom filme.

Adam Sandler e Don Cheadle no excelente Reine Sobre Mim

Adam Sandler e Don Cheadle no excelente Reine Sobre Mim

 

A Queda

A partir da segunda metade da década de 2000 os filmes de Adam Sandler começam a sofrer uma grande queda de qualidade, apelando para estereotipos e piadas ofensivas, além de sempre usar a mesma fórmula de roteiro repetidas vezes, e isso começou a irritar um pouco o seu público e afastar novos fãs. Nesse período, o filme que marcou seu fracasso foi “Cada Um Tem a Gêmea que Merece”, onde interpreta dois irmãos. O filme é cheio de piadas de mau gosto e conseguiu até afundar um pouco a carreira de Al Pacino, que fez uma participação pra lá de ruim no longa. Nenhum dos projetos de Sandler teve grande sucesso desde então.

Hoje seus filmes são motivo de chacota e até mesmo de ódio por parte dos cinéfilos. Talvez isso se deva ao fato de que o mundo mudou e está um pouco mais exigente e engajado, somado a real queda de qualidade do ator, que parece não se importar mais em fazer um bom trabalho.

Em 2014, Sandler assinou uma parceria com a Netflix e vem produzindo filmes para o serviço de streaming desde então. Já saíram “Os Seis Ridículos” (paródia de Os Oito Odiados) e “Zerando a Vida”, seu último filme.

Nem Adam Sandler em dose dupla salvou esse péssimo filme

Nem Adam Sandler em dose dupla salvou esse péssimo filme

 

Eu poderia aqui ser otimista e torcer para que Adam Sandler faça um retorno aos seus textos de qualidade e bons filmes, mas o futuro que nos aguarda é incerto. Certo é que o ator que completa 50 anos tem uma carreira que, apesar do momento difícil que vive hoje, tem que ser respeitada por tudo o que já fez. Viva o Adam Sandler das antigas!

5 Filmes sobre as Olimpíadas

Tá todo mundo ligado nas olimpíadas do Rio 2016. Eu confesso que meu ritmo de filmes assistidos baixou bastante por conta das competições, que estão sendo muito legais. Então por que não aproveitar esse clima gostoso para encaixar o assunto cinema no meio disso não é?

Sendo assim então venho aqui lembrar aos amantes de cinema, de cinco filmes que abordaram o tema das olimpíadas em seu roteiro. Desde obras-primas até filmes medianos, mas que contagiam e agradam ao público em geral. Aí vai a lista:

 

Um Casal Quase Perfeito (1992, Paul Michael Glaiser)

um-casal-quase-perfeito

Aqui começamos com um clássico do saudoso “cinema em casa”, que teve várias continuações, mas nenhuma a altura de seu filme original.
O filme se passa nas olimpíadas de inverno, onde a jovem e mimada patinadora Kate treina cada dia mais duro para garantir a medalha de ouro na patinação artística, mas não se dá bem com nenhum de seus parceiros, até que surge o jogador de hóquei Doug, por quem primeiramente tem uma grande antípia (que é reciproca), mas que ao perceber que ele pode leva-lá ao tão sonhado ouro, vai se desfazendo e dando lugar a outro sentimento.
Um roteiro clássico das tardes dos anos 90, um romance gostoso de assistir em um feriado ou um dia de bobeira;

 

Desafio no Gelo (2004, Gavin O’Connor)

miracle

Baseado em uma história real, também aconteceu nas olimpíadas de inverno, em 1980. O roteiro conta a história do treinador Herb Brooks (vivido por Kurt Russell) na luta para levar o time de hóquei no gelo dos Estados Unidos para vencerem a competição e até mesmo derrotar a considerada invencível seleção da União Soviética.
Mais um daqueles filmes de emoção e glória no esporte que só Hollywood sabe fazer. É um filme muito gostoso de assistir;

 

Munique (2005, Steven Spielberg)

munich

O primeiro filme da lista que se passa durante as olimpíadas de verão não é lá tão inspirador ou glorioso, muito pelo contrário. Como o título sugere, Munique se passa na cidade alemã que sediava os jogos em 1972, quando o grupo terrorista Palestino Setembro Negro 11 integrantes da equipe olímpica de Israel, 9 deles depois de 21 horas como reféns. O mundo todo assistiu a esse ataque de terror. O filme mostra como o Mossad (serviço de inteligência israelense) caçou todos os integrantes desse ataque durante anos.

É um filme de 3h de duração e muitos o consideram uma falha de Spielberg, mas não deixa de ser muito importante para a história do cinema mundial;

 

Jamaica Abaixo de Zero (1993, Jon Turteltab)

cool-runnings

Mais um clássico dos anos 90, mais um filme que se passou nas olimpíadas de inverno, e também foi baseado em fatos reais. Estamos falando do imortal Jamaica Abaixo de Zero, estamos falando de Derice, Sanka, Junior e Yul, o primeiro time de trenó no gelo da Jamaica.
O filme conta a história do fracassado treinador Irwin Flitzer (John Candy), que trapaceou em outra olimpíada colocando pesos extras em seu trenó, mas agora tem sua chance de redenção treinando a jamaica, uma time sem expressão alguma e sem nenhuma tradição no esporte, mas que graças ao treino e a força de vontade, começa a incomodar a todos os competidores da olimpíada.
Eu amo esse filme, já não consigo contar quantas vezes o assisti e quantas vezes escorreu uma lágrima dos meus olhos no final. Além é claro dos infinitos risos. Filme que você não pode deixar de ver antes de morrer;

 

Carruagens de Fogo (1981, Hugh Hudson)

chariots-of-fire

Ganhador do Oscar de melhor filme, se passa nas olimpíadas de verão de 1924 em Paris, e conta a história dos atletas Eric Liddell (Ian Charleson) e Harold Abrahams (Ben Cross) na preparação para os jogos. Um é cristão e o outro judeu, e vão traçar seus caminhos de forma bem diferente durante as competições.
Bom, esse filme imortalizou a música de Vangelis como sendo uma das referências quando se fala em corrida. Além disso, o filme claro, é muito bem feito. Talvez não tão acelerado como os grandes públicos gostam, mas é uma bela forma de contar uma história;

 

Bônus

Olympia (1938, Leni Riefenstahl)

olympia

Eu não posso deixar esse post sem antes falar desse belíssimo documentário, o primeiro sobre as olimpíadas da era moderna, que como vocês podem ver na imagem acima, revolucionou o cinema com técnicas de fotografia e enquadramentos das mais belas que eu já vi, e isso em 1938. Esse documentário é obrigatório para todo mundo que deseja estudar cinema.

A 7ª Temporada de Game of Thrones vai atrasar

Game of Thrones, a série da HBO mais aclamada dos últimos tempos, foi renovada para a sua 7ª temporada, que conterá apenas 7 episódios, como já havia sido adiantado pelos roteiristas da série, já que a mesma está perto de seu fim. Mas o que ninguém esperava era que a série não fosse ao ar em abril de 2017, como tradicionalmente acontece desde o seu ínicio.

gameofthrones7

Os produtores executivos  D.B. Weiss e David Benioff explicam que como o inverno finalmente chegou para a série, não é possível mais fazer as filmagens durante o verão em suas locações, já que o sol assim como muitos personagens da série também morreu. É algo que faz todo o sentido, mas mesmo assim nos pega desprevenidos e deixa todo mundo no minimo surpreso. Game of Thrones deve ir ao ar ao final de 2017 e as gravações devem começar ao fim desse ano. Agora, mais do que nunca, só nos resta esperar.

catelyn-stark-crying-1

Minha reação ao saber do adiamento

Topismos: 10 ótimos filmes do cinema mudo

Olá cinéfilos, hoje estou feliz por poder falar desse assunto que gosto muito. E eu vou falar bastante mesmo, falar sem parar, porque o tema escolhido para o topismo de hoje, indicação do nosso querido Bernardo Coelho, é cinema mudo.

Não é muito fácil separar 10 filmes mudos para colocar aqui, pois o cinema começou mudo e muitos foram os sucessos produzidos nessa época, mas acredito que eu consegui juntar dez filmes com muito valor histórico, excelência técnica e também claro, filmes muito elogiados por público e critica (além de mim, claro). Sem mais delongas, vamos ficar quietos e ler a lista.

 

10 – O Homem Mosca (1923, Fred C. Newmeyer e Sam Tayor)

safety-last

Harold Lloyd foi um grande talento da comédia no cinema mudo, talvez um pouco ofuscado pelo sucesso de Chaplin e Keaton, mas ele era tão genial quanto os outros dois.
Em “O Homem Mosca” ele além de nos arrancar risos, também provoca muita tensão no espectador. A famosa cena do relógio é um aprendizado para os estudantes da sétima arte e um deleite para aqueles que adoram ver uma bela cena de tensão daquelas de roer as unhas;

 

9 – Um Cão Andaluz (1929, Luis Buñuel e Salvador Dali)

cao-andaluz

“Um Cão Andaluz” é um curta-metragem de 15 minutos totalmente surrealista. Dirigido por Buñuel e por seu amigo Salvador Dali, diz-se que só conseguiram financiar o filme por conta da família de Buñuel ser muito rica e também influente, pois ninguém apostaria em uma obra desse teor artistico na época. O filme é totalmente sem nexo, como era a vontade dos dois diretores. A obra acabou sendo um pilar do surrealismo no cinema inspirando cineastas como David Lynch;

 

8 – O Gabinete do Dr. Cagliari (1920, Robert Wiene)

Dr.-Caligari

O filme faz parte do expressionismo alemão, movimento em que os diretores usavam técnicas de sombra, fotografia, e trilha sonora para mostrar a maneira como viam o mundo. É um dos mais expressivos do movimento e seu terror e suas cenas causam medo até hoje de certa forma;

 

7 – O Encouraçado Potemkin (1925, Sergei M. Eisenstein)

O-Encouraçado-Potemkin

O filme é baseado em fatos históricos e um marco no cinema realista russo pós-revolução. Muitas de suas cenas chocam pelo realismo empregado na filmagem, além de hoje em dia ele também servir de aprendizado para os diretores e estudantes de cinema por utilizar as sombras de maneira que as mesmas fossem personagens no filme. Há uma referência a esse filme no longa “Os Intocáveis”, de Brian de Palma. Segundo o diretor, é uma homenagem a um grande filme que o inspirou na carreira;

 

6 – Asas (1927, William A. Wellman)

WINGS, classic DVD

Pode-se dizer que “Asas” foi a primeira grande produção do cinema, pois seu orçamento foi de 2 milhões de dólares (uma quantia gigantesca de dinheiro para a época), além de ser o primeiro filme da história a ganhar o Oscar de melhor filme. Conta com a talentosa Clara Bow em seu elenco e tem mais de 2 horas de duração (outro fato estranho para a época). Um épico de aviação, sobre amor;

 

5 – A General (1926, Buster Keaton e Clyde Bruckman)

the-general

Eu poderia citar aqui nesse post muitos filmes de Buster Keaton, que ao lado de Chaplin foi um dos maiores ícones da comédia dos filmes mudos nos anos 20 e ajudou a difundir a cultura do cinema pelo mundo, mas resolvi citar “A General” primeiro por ser um dos filmes que mais gosto, e segundo por ter apenas Keaton como personagem em praticamente toda a projeção.
Os filmes de Buster Keaton eram impressionantes pela sua agilidade, pela sua graça e claro, por aquele rosto que nos fazia sorrir sem ele ao menos esboçar qualquer reação facial;

 

4 – Nosferatu (1922, F.W. Mumau)

Nosferatu

Outro filme que faz parte do expressionismo alemão, esse contém um dos personagens mais assustadores de todos os tempos: O vampiro Nosferatu. Sua maquiagem, acompanhada de uma trilha sonora sombria e um jogo de sombras fantástico, dão ao espectador uma experiência muito amendrotadora. Nosferatu sempre figura por aqui em topismos pois acredito que esse seja um dos melhores filmes de terror que o cinema já fez;

 

3 – Luzes da Cidade (1931, Charles Chaplin)

citylights

Seria um grande pecado reunir grandes filmes do cinema mudo e nem ao menos citar Chaplin. O maior gênio da comédia, que inspirou tantas gerações de atores e que mantém sua obra ainda viva mesmo nos dias de hoje, não pode deixar de figurar nessa lista.
Em “Luzes da Cidade” Chaplin interpreta seu mais famoso personagem, “O Vagabundo” (The Tramp). No filme, ele se apaixona por uma mulher cega e tem de conquistar seu coração. Uma história ao mesmo tocante e inspiradora;

 

2 – Viagem à Lua (1902, George Mélies)

voyage-dans-la-lune-1902

Um dos primeiros filmes do cinema e o primeiro filme do gênero de ficção cientifica, “Viagem à Lua” é um filme mágico para quem gosta de estudar a fundo a história da sétima arte.
Usando efeitos especiais com técnicas de filmagem e truques de edição Mélies entrou para a história contando nesse pequeno curta uma história com roteiro que até hoje gostamos de assistir (alienigenas);

 

1 – Metrópolis (1927, Fritz Lang)

metropolis

Fechando o topismo de hoje, temos mais um filme do expressionismo alemão. Metrópolis já figurou aqui na primeira posição em outros topismos e com certeza vai figurar entre os primeiros em qualquer tema que abranja seu roteiro, pois esse é um dos filmes mais revolucionários do cinema em aspecto técnico, de roteiro, de filmagem e tudo mais que você possa imaginar. Eu nunca pensei que fosse gostar tanto desse filme quando eu comecei a assistir, mas ele supera todas as expectativas. Obra prima do cinema. Uma pena que tenham sido perdidas partes do filme com o tempo.

 

Assistam mais a filmes mudos, pois muito do que se vê hoje nas telas é fruto desse gênero que encantou multidões no passado e uma inspiração para futuros diretores.

Como Cooked pode mudar sua percepção sobre o que comemos

Se alimentar é um dos primeiros instintos que um ser humano desenvolve desde seu nascimento, e que continua até a sua morte. Mas o que comemos? E como isso pode influenciar em nossas vidas?

Inspirada no livro “Cozinhar, Uma História Natural da Transformação“, do jornalista americano Michael Pollan, a série Cooked está no catálogo da Netflix no Brasil desde o mês de fevereiro de 2016. A série documental é dividida em 4 episódios sendo cada um deles sobre um elemento da natureza: Fogo, Água, Ar e Terra, respectivamente.

michael-pollan

Michael Pollan

Cooked não é uma série extravagante sobre sabores intensos e exóticos, mas sim uma ode ao preparo da boa comida desde idades antigas até a era em que vivemos hoje. Já no primeiro episódio, entitulado Fogo sofremos um grande choque ao sermos expostos a maneira como as comidas processadas são produzidas, nada de imagens de bichos sendo mortos e atrocidades do tipo, o baque fica mesmo em nossa consciência. A maneira como o episódio cita a importância do preparo da carne e a importância com que devemos tratar a nossa comida enquanto ainda viva é tocante.

cooked-fire

Tipíco churrasco americano de porco no pit

Nos episódios seguintes a coisa começa a ficar um pouco mais política, inferindo criticas não só aos fast food, que estão destruindo culturas que antes só se alimentavam com alimentos feitos em casa (no episódio o país citado foi a Índia, mas é apenas um exemplo dentro de tantos outros), mas também a industria de alimentos que emulam o sabor da comida caseira usando conservantes e sabe-se lá mais o que. Um ponto chave para entendermos a consistência da critica é quando Michael diz: “leia a receita de um alimento processado e você verá o ingrediente xarope de milho. Em que momento alguém usa isso em sua cozinha?

No episódio Ar, somos apresentados a todo o processo para a produção de pães, desde a colheita das sementes, até o resultado final, e de como o ar (sim!) é um ingrediente importantissímo para fazer esse que é o alimento mais consumido no mundo todo e também o mais antigo de todos os tempos. Aliás, foi lindo também citar o fato de que o pão pode desencadear revoluções políticas e de que nós ao longo do tempo estragamos a maneira como se faz pão, o tornando um alimento vilão das dietas e regimes. Esse episódio é fenomenal!

Finalmente chegamos a Terra, onde nos é descrito o processo de fermentação dos alimentos que mais consumimos, como chocolate e o queijo, e de como as bactérias nos ajudam nesse processo.

cooked-earth

Trabalhador colhendo sementes de cacau

Em suma, Cooked nos ensina o real valor dos alimentos. Não é uma série chata que diz que precisamos parar de comer as coisas, mas sim tenta concientizar-nos a comer mais em casa, a preparar mais a nossa própria comida, a se descobrir na cozinha como cientistas da alimentação. Cooked vai mudar o seu pensamento sobre o que você está comendo e sua visão sobre o seu tão amado lanche de fast food. Foi muito inspirador, e eu espero que haja mais temporadas da série, explorando talvez outros autores, ou mesmo continunado o trabalho de Michal Pollan. Assistam!